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O Funeral e o Fim: Um Recomeço Doloroso

Capítulo 2 

Palavras: 655    |    Lançado em: 04/07/2025

no fogo. A minha avó afastou o telemóvel da orelha, o seu

e morrer. A tua neta está a

tá destroçada! Ela vê o Pedro como um irmão mais velho, um pilar para

eu pretendia. "A minha mãe morreu e o noivo de

o estava doente! Crianças primeiro, não é o que dizem sempre? A tua mãe j

, tão desprovidas de qualquer se

monstro,"

ta. "A Clara nunca soube o seu lugar. Pelo menos a minha Joana é leal. Ela es

desl

scorrerem-lhe pelas rugas. "Minha querida,

á tinham feito o seu e

meu noivo, a ser consolado pela minha meia-irmã, a mulh

te. Abri a aplicação de partilha de locali

a. Estava num bar no centro da cidade. Um b

o. "Avó, preciso de ir a um sítio

o abalada para discuti

o motorista o endereço do bar, o meu coração a b

o Rui ecoavam na minha cabeça. "A tua

la. Eu era sempre a "filha da Clara", um apêndice

tei por um momento. O que é que eu esperav

ingiu-me assim que abri a porta. O local estava

o meu coração a afundar-se

ão, v

numa cabine de veludo verm

m estar a consol

he o cabelo. Estavam a rir de algo que ele disse. Ele inclinou-se e su

artido. Não havia sinal de preo

ma cumplicidade que eu nun

ma cena de um filme, irreal e distante. Mas er

eles, os meus passos f

até eu estar mes

A minha voz era calma,

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O Funeral e o Fim: Um Recomeço Doloroso
O Funeral e o Fim: Um Recomeço Doloroso
“O funeral da minha mãe tinha acabado. Estava exausta, de luto, e com a mão da minha avó apertando a minha. No bolso, o telemóvel vibrava incessantemente, com mensagens do meu noivo, Pedro. Mas eu sabia que aquele era o fim. O funeral da minha mãe. E o meu noivado. Deixei a chamada ir para o voicemail, mas uma mensagem chegou de imediato. "Amor, desculpa não ter podido ir. O Afonso está com febre terrível. A Joana está a caminho para me ajudar." A Joana. A minha meia-irmã. A mulher que nunca me apoiou. Uma risada seca escapou dos meus lábios. Respondi, os dedos a tremer: "Pedro, acabou. Não quero mais isto." A sua resposta veio quase instantânea, cheia de fúria e manipulação. "Estás a brincar? Acabar por causa disto? Não tens um pingo de compaixão? Sabes como a vida da Joana é difícil?" Ele não compareceu ao funeral da minha mãe porque o sobrinho dele tinha febre. Entretanto, a minha mãe tinha lutado contra o cancro por dois anos, e ele nunca arranjou tempo para a visitar. O meu noivo, o homem para quem eu ia casar, era conveniente. As suas palavras e as do meu padrasto, Rui, ecoavam: "O Pedro está de coração partido por tua causa!" Mas algo estava errado. Demasiado errado. Decidi ir atrás da verdade, com uma raiva que me dava forças. Abri a aplicação de localização para encontrar Pedro, e ele não estava em casa. Ele estava num bar de encontros no centro da cidade. E lá estava ele. Com a minha meia-irmã, Joana. A sua cabeça no ombro dele, a rir. Não estavam a consolar-se, mas a desfrutar de uma intimidade que eu nunca conheci. Não havia sinal de um sobrinho doente. Não havia sinal de um noivo de coração partido. Apenas cumplicidade. Em choque, tirei o anel de noivado do meu dedo e deixei-o cair sobre a mesa, o som final de um mundo a desmoronar. "Podes ficar com isto," disse, a minha voz fria. "Talvez sirva na Joana." Saí. Livre. E sozinha. Mas como a minha mãe me deixou sozinha com os segredos desta família? Que outras mentiras me tinham contado? O que é que eles estavam realmente a esconder?”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10