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A Vingança da Mulher Invisível

Capítulo 4 

Palavras: 634    |    Lançado em: 07/07/2025

lesmente acabado, ele tinha se transformado em seu oposto, uma repulsa fria e cortante. Quando ele me olhava agora, eu me certificava de que ele não visse nada além daquele vazio. A

raço de Pedro como um troféu. Ela usava um vestido vermelho

doce, "eu estava pensando... talvez devêssemos levar Ma

ta de incerteza em seus olhos

scovar meu cabelo, meu olhar fixo no

ro se esgotou. "E

scova na penteadeira e

ar nenhum," eu disse,

"Oh, Marília, não seja assi

eira, Isabela tropeçou em seus próprios pés, caindo no chão com um grito ag

que você fez isso?

via que eu já tinha visto. Eu nã

para liberar sua raiva, sua frustração por não conseguir mais

a! O que v

rça. A dor foi aguda, mas o choque foi maior. Ele nunca tinha me bat

" , eu gritei, a voz

uma força que me fez estremecer. "Eu vi! Você a o

lavras saíram da minha boca antes que eu pudesse contê-las. Eu o encarei

heia de um veneno que eu não sabia que possuía. "

edo. Um medo profundo e primordial que ele tentava esconder, mas que eu podi

o?" , ele gaguejou, seu aperto em

do minha vantagem. "Sua sorte. Sua fortuna. Sua fazenda. Tudo

e realmente causaria sua ruína. Mas, olhando em seus olhos, eu sabia que ele acreditava que era possí

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A Vingança da Mulher Invisível
A Vingança da Mulher Invisível
“O cheiro de café torrado e bolo de fubá, antes sinônimo de lar, virou aroma de velório. Minha irmã adotiva, Isabela, brindava ao lado do meu marido, Pedro, usando o colar de pérolas que ele me deu em nosso primeiro aniversário de casamento, com um sorriso de triunfo venenoso. Pedro, o homem por quem larguei tudo, anunciava Isabela como sua nova sócia, enquanto meus pais adotivos, Fernando e Lúcia, a olhavam com um orgulho que nunca direcionaram a mim. Todos aplaudiam, me tornando invisível, uma peça de mobília esquecida, meu lugar na vida, na empresa e ao lado de Pedro sendo entregue publicamente. Depois de meses presa, ouvi Isabela dizer a Pedro: "Ela não serve mais para nada. É só um peso morto", e a resposta dele, resignada, foi: "Sei, mas as coisas melhoraram quando ela chegou. Não quero arriscar." Eu era um amuleto da sorte para eles, mas sem o qual o império deles desmoronaria. Meus pais e Isabela me visitaram no meu quarto-prisão, ela jogou no chão o medalhão de ouro da minha avó, a única joia que me restava, a última conexão com o amor incondicional, e ele se partiu. Naquele instante, Pedro chegou e, sem questionar, acreditou na mentira de Isabela, que eu mesma havia jogado o medalhão. Ele se aproximou, e com uma voz baixa e perigosa, declarou: "A partir de hoje, as regras mudam. Você não sai deste quarto. Sua única função nesta casa é existir. Você é meu amuleto, Marília. E amuletos não têm vontade própria. Eles ficam guardados na caixa. Entendeu?" A mulher que amava Pedro, que acreditava em família, morreu naquele instante, e em seu lugar, nasceu uma pessoa forjada pela traição e dor, uma pessoa que faria Pedro Alcântara se arrepender amargamente. Eu estava grávida de cinco meses quando Isabela me convidou para um passeio a cavalo. Ela assustou o cavalo, me fazendo cair e perder nosso bebê, e a última coisa que vi em seus olhos não foi pânico, mas triunfo. Pedro me internou em uma clínica psiquiátrica de luxo, me tratando como louca, humilhando-me com mentiras sobre meu estado mental. Descobri que Isabela sussurrou para ele que a gravidez talvez não fosse dele, usando como desculpa para me trancafiar e calar. A tristeza deu lugar ao ódio, e eu decidi que Pedro e Isabela iriam pagar, não apenas pela perda do meu filho e da minha liberdade, mas por cada humilhação. No quarto, Isabela me acusou de empurrá-la, e Pedro, sem hesitar, me agrediu, me dando um tapa. "Se eu morrer, Pedro", eu disse, a voz cheia de veneno, "Se algo acontecer comigo... você perde tudo. Tudo." Ele hesitou, e eu sabia que ele, em algum nível, acreditava em minhas palavras. Pedro me arrastou para o porão escuro, fedorento a mofo, onde guardavam querosene e jornais velhos, e me jogou como um saco de lixo, fechando a porta e trancando-a. "Você vai ficar aqui até aprender a se comportar. Sem comida, sem água, até que você me peça perdão de joelhos." No escuro, a raiva se transformou em fogo, e com os restos de querosene e fósforos, incendei o porão. Enquanto eles corriam, e Pedro me chamava, eu escapei por uma pequena janela enferrujada e corri pela floresta escura, enquanto a casa dos Alcântara queimava e Pedro via sua sorte morrer nas chamas. A sorte de Pedro se tornou uma maldição, e ele viu seu império desmoronar enquanto eu estava livre.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10