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O Despertar De Uma Nova Mulher

Capítulo 4 

Palavras: 828    |    Lançado em: 07/07/2025

cidade grande. O sol estava se pondo, tingindo o céu poluído com tons d

casas amontoadas umas nas outras. Era uma favela, não mu

ção cega. Ele não via a pobreza e o desespero. Ele

anco. "É aqui que tudo começa. Adeus, vida de pobre. Tia

em frente a uma casa de aspecto sombrio, com o

la disse, a v

..." Pedro começou, a con

não gosta de receber gente na porta da frente,"

da casa. No fundo, havia uma espécie de edícula, com

apertado, abriu a porta antes mesmo de batermos. Era a capanga de Tia

sse, sua voz era como cas

te é o Pedro, o garoto de quem te

do parecer impressionante. "Prazer em conhe

o com um olhar desdenhoso. Entã

ocê perdeu o juízo? Ele é m

sou forte! E eu não sou velho, tenho

não nos serve. Senhor Carlos gosta deles mais novos. Mais.

essão de choque e incredulidade em seu rosto era tão in

prometeu! Você disse que o Senhor Carlos era um empresário ric

e o que você queria ouvir, garoto. Você achou mesmo que a vida era um conto de fadas? Ricos n

los, sim. Mas não como um filho. Ele se tornou um brinquedo, explorado e abusado até não servir mais, e depois

talidade da verdade, a mulher m

garo

tempo," disse Tia Joana, me empurrando par

dolorosas. O empresário que me "adotou", que me trancou em uma gaiola de ouro, me exibin

, e para a escuridão que me esperava. A pequena vitória na estrada

çougue. "Ela serve. Leve-a para o quarto dos fundos. O outr

a, a voz trêmula. O terror finalmente

mulher disse, com um sorriso cruel.

em seu rosto. Talvez ele esperasse que eu

ntro, uma satisfação fria começou a se espalhar. Era apenas o com

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O Despertar De Uma Nova Mulher
O Despertar De Uma Nova Mulher
“A escuridão era fria e sem fim. Eu flutuava nela, revivendo meus últimos momentos: o cheiro de mofo da favela, a febre me queimando, meu irmão João chorando enquanto segurava minha mão. Vinte anos. Vinte anos de miséria desde aquele dia fatídico. O dia em que Pedro, meu irmão adotivo, me vendeu por um punhado de comida, condenando-me a uma vida de sofrimento. Eu vi meus pais adotivos, os Silva, desolados sobre meu corpo sem vida. O arrependimento deles era uma faca, mas a dor já havia me consumido. Pedro, pálido, talvez por culpa, talvez por medo do escândalo que mancharia seu nome, estava lá. E Ana, sua irmã mimada, que tomou meu lugar na minha ausência, chorava "lágrimas de crocodilo" agarrada à mãe. Eles se arrependeram. Mas de que adiantava? Meu fim já estava escrito. Ou assim eu pensava. De repente, uma luz forte me cegou. Abri os olhos, o ar invadindo meus pulmões com uma urgência dolorosa. A primeira coisa que vi foi o teto familiar da casa dos Silva. O mesmo teto de vinte anos atrás. Então, ouvi a voz irritante de Pedro: "Pai, mãe, eu não aguento mais! Essa casa é um inferno! Eu quero ir embora, tentar a vida na cidade grande!" Eu estava no meu antigo quarto. Minhas mãos eram as de uma jovem, sem as cicatrizes e a aspereza de anos de trabalho forçado e doença. Eu voltei do inferno. Voltei para o dia em que tudo começou. Pedro insistia: "Eu já tenho dezessete anos, não sou mais criança! E a Maria vai comigo. Ela é minha irmã, tem que cuidar de mim!" Eu caminhei até a porta, espiando pela fresta. Ele queria me arrastar para o mesmo destino de desgraça. Mas desta vez, não. Pedro tentou pegar minha mão, o sorriso manipulador se formando em seus lábios. Recuei, as palavras saindo firmes: "Não." O choque no rosto dele era quase cômico. Sem remorso, encarei os olhos que me viram ser vendida por comida: "Eu disse não. Eu não vou a lugar nenhum com você, Pedro." Os Silva e Pedro ficaram surpresos. Eu nunca o havia desafiado antes. Agora, eu daria o primeiro passo para reescrever meu destino e o de João.”
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