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Renascendo das Cinzas do Casamento

Capítulo 3 

Palavras: 747    |    Lançado em: 07/07/2025

. Mas, estranhamente, eu não me sentia triste. Senti uma calma assustadora, uma sensação de..

Era Heitor. Eu atendi, a cu

do outro lado da linha, a voz cheia de fúria. "Ele co

m silêncio, ou

air impune? Você se esqueceu quem eu sou? Eu fiz você

ado a conseguir tudo o que quer, cho

spondi, minha voz era um fio de gelo

silêncio. Ele não es

te para casa agora.

sar. Meu advogado entrar

e eu vou deixar você ir? E o nosso filho? Você vai usá-l

esprezo, foi a gota d'água. Mas em vez de

s, He

e bloqueei

e trancou na varanda do nosso apartamento no meio de uma noite fria de inverno. Eu implorei, bati na porta de vidro, chorei até nã

le, ou a ilusão dele, finalmente morreu. O que r

isso tinh

rimeiro, para a funerária, para cuidar dos arranjos da minha avó e do

e. Era Heitor. Seu rosto estava verm

r de mim?" ele cuspiu as palavras, camin

minha cama, olhando p

tada aí, tentando se fazer de

ssão. Meu silêncio pare

ue você fez para colocar

i calmamente. "Sua própria

som feio e

ngênua, Laura. Você sempre soube que haveria outras mulheres. Fa

do," eu disse. "E ago

hálito cheirando a álcool. "Nós temos um filho juntos agora. Você está presa a mim

que eu ainda estava jogando seus jogos, que a criança era

está aqui

arantir que você não fuja. Mas não se preocupe, eu vou encon

para sair, para conti

," eu o

, mas não

m procurar. Você n

. "Vamo

arto branco. Eu fechei os olhos. A ignorância dele era, de certa forma, uma benç

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Renascendo das Cinzas do Casamento
Renascendo das Cinzas do Casamento
“Meu casamento de sete anos era uma piada, uma farsa dolorosa. Eu suportava a humilhação diária da traição dele, dia após dia. Até hoje. Grávida de cinco meses, minhas mãos tremiam no volante, as lágrimas embaçando a visão. "Laura, querida", disse minha avó ao meu lado, "não vale a pena se destruir por um homem que não te merece." Eu tinha acabado de ver a foto: Heitor com outra. Foi então que as luzes ofuscantes de um caminhão surgiram do nada. O barulho do metal e do vidro foi a última coisa que ouvi. Acordei no hospital, com cheiro de antisséptico. Heitor não estava lá e uma enfermeira fria me entregou a verdade: Minha avó e meu bebê haviam morrido. Tudo se foi. Liguei para Heitor, a voz rouca. "O que foi, Laura? Estou numa reunião importante. Não pode esperar?" Sua indiferença me sufocava. "Vovó se foi. E o bebê... nós o perdemos." Sua resposta me perfurou: "Talvez seja melhor assim. Você sabe que eu nunca quis essa criança." Meu coração, já em pedaços, quebrou-se novamente. "Acabou, Heitor," eu disse, com uma calma assustadora. "Quero o divórcio." Desliguei. Horas depois, recebi uma mensagem: uma foto de Heitor e sua amante, Jéssica, numa joalheria, no exato momento da minha cirurgia, ele lhe presenteava um "Coração do Oceano". Sua crueldade me atingiu, mas em vez de dor, surgiu uma clareza gelada. Tudo fazia sentido agora. Naquele momento, o telefone tocou. Era Seu Afonso, o avô dele. "Laura, minha querida, soube do acidente... Seu Heitor disse que..." Eu o interrompi: "Seu Afonso, estou bem. Mas preciso que o senhor veja uma coisa." Enviei a foto. O silêncio que se seguiu era pesado, prenunciando a fúria do velho. "Aquele moleque..." ele murmurou. "Eu resolverei isso." A batalha estava apenas começando, mas, pela primeira vez em sete anos, eu não sentia medo.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10