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A Vingança da Bailarina Esquecida

Capítulo 1 

Palavras: 1038    |    Lançado em: 07/07/2025

a não era apenas uma dança para mim, era o ar que eu respirava. Cada passo, cada giro, cada sorriso era uma declaração de amor à vida, ao meu corpo, à minha arte. E naquela

a. Ela sempre esteve lá, um pouco perto demais, um pouco íntima demais. Lucas a chamava de "minha priminha querida", um apelido que s

pé escorregou. O chão veio ao meu encontro com uma violência brutal. Um estalo seco, agudo, ecoou mais alto que a música. Uma dor lancinante explodiu na minh

correria. Em meio ao caos, meus olhos buscaram os de Lucas. Ele correu para o palco, mas seu rosto não mostrava a preocupação que eu esperava. Havia pânico

em trabalho de part

s. Colocaram-me numa maca, a perna imobilizada de forma precária, as contrações do

ando. Já estou no hospita

me atingiram como um soco.

icos e enfermeiros corriam ao nosso redor. Um cirurg

a está em trabalho de parto, já com dilatação. Precisamos

a, o parto normal é impossível. Precisamos de um

do. Nela estava Joana, gemendo. Lucas se soltou de

parto, o bebê dela está para nascer!", ele gritou, agarrando

esposa precisa de uma cirurgia de emer

ágil. Atenda ela primeiro", Lucas insistiu, a voz cheia

avam por dentro, mas a dor daquelas palavras era a pior de todas. Eu estava sangrando em uma maca, com um

ista de plantão no centro cirúrgico esta noite. Sua esposa tem uma fratura exposta e precisa de a

a transtornado, uma máscara de p

não estragar o corpo de dançarina. Faça o parto da Joana. Uma a

natural, um desejo que eu tinha quando estava saudável e segura, contr

dica. Sua esposa e seu filho correm risco de vida", o

voz ecoando pelo corredor. "Parto normal é mel

. "Eu não posso fazer a cesárea sem a autorização do marido ou de um f

s rosnou. "Ela só está fazendo

falou rapidamente com alguém. Minutos depois, o diretor do hospital apareceu. Lucas falou com ele em voz

nda a paciente da sala

epois para mim, com desculpas nos olhos. Ele se vir

nascer dentro de mim, e a certeza avassaladora de que meu marido tinha acabado de me a

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A Vingança da Bailarina Esquecida
A Vingança da Bailarina Esquecida
“O samba ecoava no salão, minha vida, minha arte. Eu, Mari Silva, bailava para o meu futuro, sob o olhar de Lucas, meu marido jogador, acreditando no conto de fadas. Mas a sombra de Joana, minha prima, sempre presente, escondeu a cruel realidade. Num salto, o chão me traiu. Um estalo seco, a dor lancinante, o osso exposto. E, numa onda quente e líquida, a bolsa estourou. Gritos, pânico, e Lucas correndo – mas seus olhos desviaram. Joana também sentia dor, a mão na barriga. "Ela também entrou em trabalho de parto!" , alguém gritou. No hospital, em meio a contrações e a fratura que me dilacerava, ouvi Lucas: "Calma, Joana, estou chegando. Já estou no hospital. Fica calma, meu amor." Meu amor? Ele falava com ela. Médicos corriam, o bebê pélvico, minha cirurgia urgente. Joana passou em outra maca, gemendo. Lucas me soltou, agarrou o anestesista: "Doutor, ajude minha prima! Ela é mais frágil. Atenda ela primeiro." Minha dor física era nada perto da traição. "A Mari é forte, ela aguenta. Ela sempre quis parto normal, para não estragar o corpo de dançarina. Faça o parto da Joana." Ele usou meu desejo contra mim. Ele fez uma ligação, e o diretor do hospital apareceu. Meu marido, com poder e influência, me abandonou ali, sangrando, com meu filho lutando pela vida. Eu flutuava no vazio. "Seu bebê precisa de você. É uma menina. Ela é pequena, mas está lutando." A voz do Dr. Pedro me trouxe de volta. Minha filha Luz. Nós sobrevivemos. Mas a crueldade não tinha fim. Lucas ligou, animado: "Peguei o enxoval caro que você comprou. O Léo precisa para se aquecer. Nossa filha nem vai poder usar agora, ela está cheia de tubos. E o Léo precisava mais." O ar sumiu dos meus pulmões. Não só me abandonou, tentou apagar a existência da minha filha, pedacinho por pedacinho. A dor da traição era um abismo. Um grito rasgou minha garganta. "Ele não podia! Ele não podia!" O ódio puro e frio me invadiu. Lucas, o jogador, se vangloriava de me ter "entendido". Mal sabia ele que um plano vil seria sua ruína. Eu não seria a vítima. Eu seria a tempestade.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10