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Jun Shang Ye

6 Livros Publicados

Livros e Histórias de Jun Shang Ye

Entre Traição e Redenção

Entre Traição e Redenção

Romance
5.0
O ar no escritório da TechNova estava pesado, um vídeo granulado de péssima qualidade circulava, mostrando uma mulher semelhante à minha namorada, Marina, entrando em um hotel de luxo com um homem desconhecido. Os murmúrios e olhares disfarçados se espalhavam na minha direção. De repente, Rui, o gerente de projetos de quem sempre invejou meu sucesso, empurrou o celular na minha cara com um sorriso presunçoso. "João, já viu isso? Parece que sua namorada influenciadora não é tão fiel quanto parece." Na minha vida anterior, a dor da traição me esmagou. Corri para casa e confrontei Marina, gritei, a acusei. Não a deixei explicar, e suas lágrimas, para mim, eram prova de culpa. No trabalho, Rui e Clara me isolaram, me convenceram de que eu era a vítima e Marina, a vilã. Secretamente financiados por Rui, trolls iniciaram uma campanha de ódio brutal contra Marina, demolindo sua carreira e a deixando sozinha. Eu, em minha dor egoísta e cega, não fiz nada. A pressão se tornou insuportável. Uma noite, a polícia ligou: Marina estava morta em um acidente de carro. Eu sabia que foi um suicídio, e a culpa me esmagou. Luto e uma sede desesperada por respostas me abriram os olhos. Invadi o sistema de Rui e encontrei o vídeo original: a mulher no hotel era Juliana, a noiva dele, e o homem, o próprio Rui. Ele encenou a própria traição com sua noiva e usou a semelhança dela com Marina para me incriminar. E-mails revelaram o plano detalhado para me destruir e garantir a promoção de Rui. Eu saí para confrontá-lo, munido de provas. Mas Rui não confessou, ele atacou. Dois capangas me espancaram até a morte em um beco. Meu último pensamento foi de arrependimento por não ter confiado em Marina, por não tê-la protegido. E então, escuridão. E depois, luz. Abri os olhos. Eu estava na minha cama, no dia daquele mesmo pesadelo. Eu estava de volta.
A Vingança da Bailarina Esquecida

A Vingança da Bailarina Esquecida

Romance
5.0
O samba ecoava no salão, minha vida, minha arte. Eu, Mari Silva, bailava para o meu futuro, sob o olhar de Lucas, meu marido jogador, acreditando no conto de fadas. Mas a sombra de Joana, minha prima, sempre presente, escondeu a cruel realidade. Num salto, o chão me traiu. Um estalo seco, a dor lancinante, o osso exposto. E, numa onda quente e líquida, a bolsa estourou. Gritos, pânico, e Lucas correndo – mas seus olhos desviaram. Joana também sentia dor, a mão na barriga. "Ela também entrou em trabalho de parto!" , alguém gritou. No hospital, em meio a contrações e a fratura que me dilacerava, ouvi Lucas: "Calma, Joana, estou chegando. Já estou no hospital. Fica calma, meu amor." Meu amor? Ele falava com ela. Médicos corriam, o bebê pélvico, minha cirurgia urgente. Joana passou em outra maca, gemendo. Lucas me soltou, agarrou o anestesista: "Doutor, ajude minha prima! Ela é mais frágil. Atenda ela primeiro." Minha dor física era nada perto da traição. "A Mari é forte, ela aguenta. Ela sempre quis parto normal, para não estragar o corpo de dançarina. Faça o parto da Joana." Ele usou meu desejo contra mim. Ele fez uma ligação, e o diretor do hospital apareceu. Meu marido, com poder e influência, me abandonou ali, sangrando, com meu filho lutando pela vida. Eu flutuava no vazio. "Seu bebê precisa de você. É uma menina. Ela é pequena, mas está lutando." A voz do Dr. Pedro me trouxe de volta. Minha filha Luz. Nós sobrevivemos. Mas a crueldade não tinha fim. Lucas ligou, animado: "Peguei o enxoval caro que você comprou. O Léo precisa para se aquecer. Nossa filha nem vai poder usar agora, ela está cheia de tubos. E o Léo precisava mais." O ar sumiu dos meus pulmões. Não só me abandonou, tentou apagar a existência da minha filha, pedacinho por pedacinho. A dor da traição era um abismo. Um grito rasgou minha garganta. "Ele não podia! Ele não podia!" O ódio puro e frio me invadiu. Lucas, o jogador, se vangloriava de me ter "entendido". Mal sabia ele que um plano vil seria sua ruína. Eu não seria a vítima. Eu seria a tempestade.
Filho Trocado, Vida Revelada

Filho Trocado, Vida Revelada

Moderno
5.0
Minha vida era dedicada ao meu filho, João. No seu aniversário de 18 anos, no meio da festa que preparei com tanto carinho, meu outro filho, Pedro, irrompeu como uma tempestade. Com um desprezo corrosivo, ele me acusou de ter arruinado sua vida, de ser uma mãe "farsa" e "mentirosa", por tê-lo forçado a trabalhar enquanto João vivia no luxo. A acusação de Pedro se infiltrou na festa. Ele mostrou fotos e vídeos editados, transformando momentos de carinho com João em algo doentio. Minha sogra, Cida, aproveitou o caos, me agrediu e incitou a multidão, que me condenou como uma "monstro". Fui humilhada publicamente, acusada de incesto, meu marido, Carlos, chocado e manipulado, exigiu o divórcio ali mesmo. Vi o horror nos olhos de João, que tentou me defender, mas foi empurrado pelo próprio pai. Mas eles não sabiam do meu segredo. Faltavam poucos minutos para as dez da noite, e eu sabia que a peça que eles armaram estava prestes a virar do avesso. Quando os advogados de herança do meu avô materno chegaram, revelando uma fortuna de cinquenta milhões de reais para João, e Pedro e Cida tentaram desesperadamente roubar esse dinheiro, dei o meu xeque-mate. Com um simples exame de DNA e uma gravação chocante, eu revelei a todos que João era meu filho biológico, trocado por Cida na maternidade há 18 anos, e que Pedro, na verdade, era filho dela com um amante. A verdade explodiu a festa. Meu sogro foi desmascarado como adúltero. A família, que parecia unida, se desfez em mil pedaços, revelando uma teia de mentiras e traições que os ligava a todos. Assinei tanto o documento da herança quanto o divórcio. João e eu saímos daquele inferno familiar. Meu filho, com a herança garantida, e eu, finalmente livre de mentiras e pronta para um novo começo.
Não Mais Uma Substituta: A Nova Vida de Sofia

Não Mais Uma Substituta: A Nova Vida de Sofia

Moderno
5.0
Hoje era o meu aniversário. Eu esperava Ricardo no Solar de Alfama, o restaurante de fado que ele adorava. A mesa estava posta, a vela acesa. Eu estava sozinha. De repente, o ecrã do telemóvel iluminou-se. Uma notificação. Uma fotografia: Ricardo, o meu marido, a proteger Isabella Vargas da chuva com o seu casaco, à porta do aeroporto de Lisboa. Um gesto de carinho que ele nunca teve comigo em cinco anos de casamento. Cinco anos de uma farsa, de um casamento de aparências. Ele casou comigo por impulso, no mesmo dia em que Isabella, o seu "primeiro amor" e "grande paixão não resolvida", anunciou o seu noivado com outro. Eu aceitei, grata pelo apoio da família dele, com uma paixão secreta que ele nunca correspondeu. Tornava-me a esposa submissa, a esperançosa que o esperava para jantares que ele raramente comparecia. Que ouvia, em silêncio, as constantes menções a Isabella. A sua indiferença era a prova final, a crueldade máxima. "Desculpa, Sofia. Assunto urgente com a Isa. Não consigo ir. Feliz aniversário." Esta foi a sua mensagem, enviada no dia do meu aniversário. A dor daquela constatação era insuportável. Como pude ser tão cega, tão tola, agarrada a uma esperança vã? Cinco anos da minha vida consumidos por uma paixão unilateral, cheia de humilhações silenciosas. Hoje, a esperança morreu. Basta. Eu queria o divórcio. Agarrei no telemóvel, as mãos a tremer ligeiramente. Abri a galeria, apaguei a única fotografia que tinha dele. Um ato pequeno, mas o primeiro passo para a minha liberdade. A minha vida começava agora.