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Não Sou Mais Seu Cachorro

Capítulo 2 

Palavras: 744    |    Lançado em: 07/07/2025

o minado. Saí do quarto sem fazer barulho e fui para a cozinha preparar um café.

ra Patrícia, ligando

sa, o tom que ela sempre usava para conseguir o que queria. "E

umas coisas", respondi, olhando para

ela insistiu, com uma pitada de irritação n

trícia. A gente se

la começou a dizer

vra dela era uma agulha, não de dor, mas de irritação. A m

ligou logo

epartamento de RH vai comunicá-la hoje. Ela nã

gado,

falou com a família de Sofia. Ele

muito esquecido. Sofia era minha amiga de infância, a garota com quem eu cresci. N

tudo, Pedro", disse meu pai. "Mas Sofia

e pela primeira vez, eu r

tamento, esperando por um corretor de imóveis para entregar as chaves, quand

isse, com a voz fraca. "Acho que foi algo qu

uidador, sentiu um pingo de preocupação. Foi um re

dico", eu disse, a voz m

reciso de você", ela disse

enho um compromi

rgumentar, um jovem alto e charmoso se aproximou da nossa mesa. E

reocupação íntima. Ele colocou uma sacola de farmácia na mesa e, sem sequer olh

-se sutilmente em direção a ele. "Obr

onal. Ele agia como se fosse o homem dela, o protetor. Ele me

u. A cena na minha frente era a confirmação final. O jeito que ela olhava p

ar, o braço firmemente e

casa para você de

lembrasse da minha existência. "Pedro, eu... eu

u a entrar em seu carro, fechando a porta para ela com um

do. Nada que justificasse o drama que ela havia feito. Era tudo um teatro. Um teatro no qual

-

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Não Sou Mais Seu Cachorro
Não Sou Mais Seu Cachorro
“Eu estava relaxando em casa, esperando Patrícia chegar do trabalho, quando decidi dar uma olhada no vídeo que ela acabou de postar. Era só uma visão do novo escritório dela, lá no arranha-céu no Centro. "Um novo começo!", dizia a legenda. Mas aí o áudio... ouvi a voz de um homem, brincando: "Com um escritório desses, você nem precisa mais daquele seu namorado, né?". E a risada da Patrícia, antes de responder, com uma frieza que eu nunca tinha escutado: "Não. Eu ganho milhões por ano; ele é só um cachorro que eu sustento". O telefone quase caiu da minha mão. "Um cachorro que eu sustento." As palavras ficaram ecoando na minha cabeça, uma martelada no peito, de novo e de novo. Cinco anos. Cinco anos em que larguei tudo pela carreira dela: a empresa da minha família, briguei com meu pai, mudei de cidade. Eu era o porto seguro, o 'faz-tudo' em casa, para que ela pudesse brilhar. E agora eu entendi. Não era um parceiro. Era um animal de estimação. A amargura subiu, sufocante. Caminhei em transe até o quarto, peguei a caixinha de veludo. O anel de noivado de diamante rosa que eu planejava dar a ela em dez dias, zombando de mim. Sem pensar duas vezes, joguei-o pela janela, observando o brilho desaparecer na escuridão. Nenhum arrependimento. Apenas um vazio gelado. Peguei o celular e liguei para meu pai: "Pai, aceito o casamento arranjado. Demita a Patrícia da empresa". Depois, para a organizadora do casamento. "A noiva", eu disse, com voz firme. "A noiva precisa ser trocada. Sim, é outra pessoa." Ela ficou em choque, mas eu desliguei. Sentei no escuro, esperando. A contagem regressiva para a humilhação dela tinha começado.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10