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Entre Vingança e Paz: Um Novo Fim

Capítulo 1 

Palavras: 1289    |    Lançado em: 08/07/2025

. Abri a boca para gritar, mas a água suja e gelada encheu minha garganta. O cheiro de lodo e de morte era tudo que

embrei

, Pedro Henrique. Lembrei de dedicar cada dia da minha vida àquela casa, à mãe doente dele, Dona Beatriz

no altar. Ele disse na frente de todos que não podia se casar comigo, que amava outra. A humilhação foi como um soco no estômago, me

casa, a única que conhecia, e os encontrei. Pedro e Sofia, casados em segredo, se beijando na sala que eu tinha limpado tantas vezes. A raiva

el. Dona Beatriz não tinha uma doença crônica. Ela tinha uma alergia grave a um ingrediente simples, algo que Sofia, com a

arrependeu, chorou, implorou por perdão. Mas era tarde demais. O sofrimento tinha me transformado. Eu não queria vingança, quer

. eu estava

ilva. A luz do sol entrava pela janela, a mesma cortina de chita que eu mesma costurei. Sentei na cama, o cor

alguma forma, eu ti

a da festa de noivado de Pedro e Sofia, um evento que, na minha vida passada, acon

e. Tão lindo quanto eu me lembrava, mas seu rosto não tinha o carinho de a

como um anjo. Quando me viu, seu sorriso vacilou por um

querida. Que b

dela e

eito. Ele segurava a mão de S

Maria Clara. Volte

ada, nesse ponto, ele ainda me tratava como um

acontecendo?", perg

rtou o br

. Ela só está confusa. Afinal, e

os mais próximos ouvirem. O veneno em suas palavras era

vivido essa guerra e perdido. Decidi tentar alg

o toda a felicidade para vocês. Se me dão licenç

minho que levou à minha destruição. Mas meu recuo

oso. Seus olhos me examinaram, não com a frieza de a

urrou, seu rosto perto do meu. "Essa sua calma não

ada parecido antes do abandono. Era como se ele também s

Só quero que vocês sejam felizes",

e. Provar que você não

minha vida passada. Isso era novo, era perigoso. Ele me arrastou pela c

! O que você

mpa de madeira podre. O lugar sempre me deu arrepios. Ele chutou

ele disse, a voz baixa e cheia de uma raiva

ue eu amei, o meu amigo de infância, es

ouqueceu?

ontorceu em um

ouqueci. Eu

ele me

r e, por fim, o impacto brutal com a água gelada lá no fu

voz dele ecoou na minh

or alguma razão distorcida, e

suja. Meus braços e pernas doíam pelo impacto. Olhei

ta apareceu contr

do poço, seu rosto uma má

voz ecoando na escuridão. "Dessa vez, v

sturava com a música alta que vinha da

diam. A esperança começou a se esvair, substituída por um desespero gel

it

cor

surro rouco, perdido

or favor,

penas o eco da minha

-

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Entre Vingança e Paz: Um Novo Fim
Entre Vingança e Paz: Um Novo Fim
“A escuridão tomou conta de mim, seguida por um frio que entrava pelos ossos. Tentei gritar, mas a água suja e gelada encheu minha garganta. Eu me lembrava de tudo: uma noiva prometida, dedicada à família Silva, ao meu amor de infância, Pedro Henrique. Mas no altar, ele me abandonou por Sofia, uma influenciadora digital que sussurrava veneno em seu ouvido. A humilhação foi um soco no estômago, sufocante. Corri para ponte, querendo acabar com tudo, mas um estranho me segurou. Voltei para a única casa que conhecia e os encontrei, Pedro e Sofia, casados, se beijando na sala que eu havia limpado tantas vezes. A raiva me consumiu quando ninguém acreditou na minha verdade. Pedro, para se livrar de mim, me internou em uma clínica psiquiátrica. Lá, descobri que Sofia envenenava Dona Beatriz, mãe de Pedro, por causa da herança. Eu fugi, juntei provas e expus tudo, vendo o mundo de Pedro desabar. Não queria vingança, só paz. Eu o deixei e então... o acidente, o fim. Mas agora, eu estava viva, de volta ao meu quarto de solteira, mais jovem e sem marcas de sofrimento. Eu tinha voltado no tempo. O som de risadas vindo do andar de baixo, a voz de Sofia. Era o dia do noivado dela com Pedro, um evento que, na minha vida passada, aconteceria meses depois do meu abandono. Desci as escadas, tremendo. Lá estava ele, Pedro Henrique. Seu olhar, uma frieza que eu só conheci no fim. Sofia, ao lado dele, com um sorriso falso. "Maria Clara, querida. Que bom que desceu." Pedro me ordenou secamente: "Estamos ocupados, Maria Clara. Volte para o seu quarto." Eu estava confusa; na minha outra vida, ele ainda me tratava como amiga. "Pedro, o que está acontecendo?" Sofia me pintou como a louca ciumenta, a iludida. Não adiantava discutir, então forcei um sorriso. "Você tem razão, Sofia. Eu estava confusa. Desejo toda a felicidade. Vou pegar um copo de água na cozinha." Tentei sair, mas Pedro me segurou com força, seus olhos cheios de uma suspeita sombria. "O que você está tramando, Maria Clara? Essa sua calma não me engana. Você sempre foi uma cobra sorrateira." Eu congelei. Essas palavras, essa raiva... ele nunca tinha dito isso antes. Ele também se lembrava. Ele também havia voltado. "Não estou tramando nada, Pedro. Só quero que vocês sejam felizes." "Vou testar sua lealdade. Provar que você não passa de uma mentirosa." Ele me arrastou para o quintal, para o poço velho. "Você diz que só quer a nossa felicidade", ele disse. "Então prove. Pule." Eu olhei para ele, incrédula. "Você enlouqueceu?" Seu rosto se contorceu em um sorriso cruel. "Eu não enlouqueci. Eu me lembrei." E então, ele me empurrou. Não tive tempo de gritar. Senti o impacto brutal com a água gelada lá no fundo. A mesma água. O mesmo frio. O mesmo cheiro de morte. Enquanto eu afundava, a voz dele ecoou na minha cabeça. Eu me lembrei. Ele também tinha voltado. E ele me odiava.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10