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Do Sequestro ao Romance Ardente

Capítulo 4 

Palavras: 788    |    Lançado em: 08/07/2025

estavam lá

havia se instalado no porão. Eu ainda estava

tanta certeza?" pe

uma equipe tática. O Delegado Mendes pode ser amigo do meu pai, mas ele não é burro. Ele adora um espetáculo. A prisão do

trei em pânico, que vi fantasmas onde não existi

no bolso. Era uma

reciso de mais exames.

Disquei o número dela,

recisa ter medo, tá?

ligou, disse que você nã

. Minha vida normal, meu emprego,

m trabalho extra de confeitaria em outr

undo, a razão de eu estar naquele buraco. Cada pa

amo, C

amo, pequena. M

lmente vieram. Chorei em silêncio, encolhida no meu

rosto não tinha a expressão zombeteira de antes. Havia algo mais suave, algo

u. Abri os olhos e vi Pedro de pé, perto da pequena janela grade

me em u

cordas que eu usei para prendê-lo (uma tentativa fraca de restabelecer

aroto no rosto. Ele tirou

r nós melhores. E a revistar seus reféns

Ele podia ter fugido a qualquer momento d

ocê ainda e

do mundo. "Eu te disse, estou investido nisso. Além do mais, pra onde eu iria? Voltar

e sentou-se no chão, a uma d

le repetiu a frase da primeira noite, mas o to

admiti,

demais. Entra em pânico por nada.

feedback," re

também é corajosa. Quer dizer, sequestrar alguém? Isso ex

ue ele não estava apenas me vendo como a "Moça

isso, Cacau? De verdade. N

u desviei o olhar para a foto d

rgada. "Ela está doente. Muito doente. E eu

mimado pareceu desaparecer, dando lugar a um rapaz

" ele dis

enas a sequestradora, e ele não era mais apenas o refém. Éramos duas pessoas presas em uma situação imposs

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Do Sequestro ao Romance Ardente
Do Sequestro ao Romance Ardente
“Minha vida era simples, feita de farinha, açúcar e o sorriso da minha irmã Sofia. Mas o sorriso dela estava murchando, levado por uma doença que exigia um tratamento caríssimo, um valor que, para a nossa realidade, era um universo de distância. Eu estava desesperada, sem ter a quem recorrer, vendo a vida de Sofia escorrer entre os meus dedos. Foi então que a loucura me pegou: eu, uma confeiteira, sequestraria Pedro Almeida, o "Playboy do Café" , filho do homem mais rico da cidade. Eu só queria o dinheiro para salvar Sofia, mas me tornei a pior sequestradora do mundo. Eu não era uma criminosa; meus dedos eram feitos para decorar bolos, não para amarrar nós. Ele, um refém mimado e com um tédio irritante, zombava da minha inexperiência, chamando minhas cordas de "ruins" . Minha primeira ligação pedindo resgate foi um desastre: o pai de Pedro, o Coronel Almeida, desligou na minha cara, achando que trezentos e cinquenta mil reais era "troco de adubo" . Humilhada, eu desabei, sentindo o peso da minha incompetência me esmagar. Mas, para minha surpresa, Pedro, o refém, não riu da minha desgraça; ele me ofereceu um pacto: "Eu sou seu consultor de crimes. Meu valor de mercado é muito maior que essa mixaria. Isso é ofensivo" . Incrível, não? Um playboy preocupado com seu preço no sequestro! A cada dia, a linha entre nós ficava mais tênue: ele me ensinava a ser uma sequestradora "melhor" , eu cuidava das crises de ansiedade que revelavam as rachaduras por trás da sua fachada arrogante. Eu sabia que as consequências seriam terríveis, mas ele precisava de ajuda. O pior pesadelo se tornou realidade quando meu amigo de infância, João, que eu tanto confiava, invadiu nosso esconderijo, seduzido pela ganância. Ele e seu capanga, Tonhão, só queriam uma parte do resgate, e em meio ao caos, Pedro se jogou na minha frente para me proteger e acabou com a perna quebrada. Caído no chão, ensanguentado, ele sussurrou: "Não é sua culpa" . Dr. Ricardo, o médico que eu chamei desesperadamente para socorrer Pedro, chegou e viu a cena: o porão, o refém ferido, eu em prantos. Ele sabia. Em um ato de autoconservação e amor inesperado, Pedro, prestes a ser levado para a cirurgia, olhou para os pais, para os seguranças, para o policial, e disse: "Ela me encontrou ferida na estrada. Ela salvou minha vida" . Ele me salvou. Dias depois, um recibo chegou: a conta do tratamento de Sofia, totalmente paga. No hospital, Pedro, com a perna engessada, sorriu e confessou: "Eu acho que estou apaixonado pela pior sequestradora do mundo" . Eu, uma confeiteira que virou sequestradora por amor à irmã, e ele, o playboy refém que me ensinou a ser criminosa, prometemos um ao outro muitos bolos de chocolate e uma vida juntos. É uma promessa.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10