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Do Sequestro ao Romance Ardente

Capítulo 3 

Palavras: 880    |    Lançado em: 08/07/2025

e os filmes mostravam. Não era só sobre vigiar e esperar. E

anunciou na manhã seguinte, co

qu

al. Você acha que essa pele de pêssego se mantém com água

em saber se ria

sequestro, n

u é horrível. Bolacha de água e sal e sardinha em lata? Sério? Eu

ara comprar comida decente, ou ele acabaria doente ou algo pior. E eu pre

Eu vou sair. Mas se você tentar q

e interrompeu, com um sorriso zombeteiro. "Relaxa, Moça da Corda Ruim. E

soou patético até para os meus próprios ouvidos. Peguei meu cas

. A cidade pequena, que antes era meu refúgio, agora parecia um campo minado. Cada pessoa que

mente, empurrando o carrinho pelos corredores, escolhendo itens que Pedro aprovaria: frango grel

s entraram no mercado. Eles não estavam olhando para mim, estavam apenas conver

polícia da cidade. Um homem com

o fim. A polícia está

playboy, e corri. Corri como se minha vida dependesse disso, sem olhar para trás. Empurr

, ofegante, com o peito doendo. Tranquei a port

com uma sobra

ê minhas

spirações. "Eles estavam lá. No mercad

também. Que ficasse com medo. Mas ele a

Mendes?" e

omo você

velmente estava lá só pra pegar um café ou fofocar. Vo

professor decepciona

muito a

armou. A vergonha s

econhecido," murmurei

? Super original," ele ironizou. "Você

e ele fosse tentar fugir, agora que sabia o quão f

everia ter me deixado amarrado. Deveria ter me dado um tapa na cara quando eu rec

. Seus olhos me perfurav

esma que usei para cortar as cordas.

teste,

riso lento se formou em seus lábios, mas não ch

disse, com uma certeza que me q

stava

a minha perna. A energia sumiu do m

não com raiva, mas com

apelido pela primeira vez. Ele o ouviu uma vez na conf

a com o meu fracasso e a terrível sensação de que eu não est

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Do Sequestro ao Romance Ardente
Do Sequestro ao Romance Ardente
“Minha vida era simples, feita de farinha, açúcar e o sorriso da minha irmã Sofia. Mas o sorriso dela estava murchando, levado por uma doença que exigia um tratamento caríssimo, um valor que, para a nossa realidade, era um universo de distância. Eu estava desesperada, sem ter a quem recorrer, vendo a vida de Sofia escorrer entre os meus dedos. Foi então que a loucura me pegou: eu, uma confeiteira, sequestraria Pedro Almeida, o "Playboy do Café" , filho do homem mais rico da cidade. Eu só queria o dinheiro para salvar Sofia, mas me tornei a pior sequestradora do mundo. Eu não era uma criminosa; meus dedos eram feitos para decorar bolos, não para amarrar nós. Ele, um refém mimado e com um tédio irritante, zombava da minha inexperiência, chamando minhas cordas de "ruins" . Minha primeira ligação pedindo resgate foi um desastre: o pai de Pedro, o Coronel Almeida, desligou na minha cara, achando que trezentos e cinquenta mil reais era "troco de adubo" . Humilhada, eu desabei, sentindo o peso da minha incompetência me esmagar. Mas, para minha surpresa, Pedro, o refém, não riu da minha desgraça; ele me ofereceu um pacto: "Eu sou seu consultor de crimes. Meu valor de mercado é muito maior que essa mixaria. Isso é ofensivo" . Incrível, não? Um playboy preocupado com seu preço no sequestro! A cada dia, a linha entre nós ficava mais tênue: ele me ensinava a ser uma sequestradora "melhor" , eu cuidava das crises de ansiedade que revelavam as rachaduras por trás da sua fachada arrogante. Eu sabia que as consequências seriam terríveis, mas ele precisava de ajuda. O pior pesadelo se tornou realidade quando meu amigo de infância, João, que eu tanto confiava, invadiu nosso esconderijo, seduzido pela ganância. Ele e seu capanga, Tonhão, só queriam uma parte do resgate, e em meio ao caos, Pedro se jogou na minha frente para me proteger e acabou com a perna quebrada. Caído no chão, ensanguentado, ele sussurrou: "Não é sua culpa" . Dr. Ricardo, o médico que eu chamei desesperadamente para socorrer Pedro, chegou e viu a cena: o porão, o refém ferido, eu em prantos. Ele sabia. Em um ato de autoconservação e amor inesperado, Pedro, prestes a ser levado para a cirurgia, olhou para os pais, para os seguranças, para o policial, e disse: "Ela me encontrou ferida na estrada. Ela salvou minha vida" . Ele me salvou. Dias depois, um recibo chegou: a conta do tratamento de Sofia, totalmente paga. No hospital, Pedro, com a perna engessada, sorriu e confessou: "Eu acho que estou apaixonado pela pior sequestradora do mundo" . Eu, uma confeiteira que virou sequestradora por amor à irmã, e ele, o playboy refém que me ensinou a ser criminosa, prometemos um ao outro muitos bolos de chocolate e uma vida juntos. É uma promessa.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10