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O Veneno da Fortuna

Capítulo 1 

Palavras: 955    |    Lançado em: 08/07/2025

emente, o som agudo cortan

ção ruim que o fez largar a caneta. Ele olhou para

aten

lado era urgent

Sou do Hospital Centra

disparou, martelando

te? Com

Silva. Eles deram entrada n

e se levantou de um salto, derru

indo para

iu guardar o celular no bolso. A primeira pessoa em

dela, uma, duas, trê

co. Finalmente, na quinta tentativa, ela atendeu. A voz

Marcos? Es

era como um

cidente. Estão no Hospital Central, em

inha. Marcos podia ouvir alguém ri

eu não posso ir agora, estou n

e, como se a tragédia de

nte? Sofia, meus p

não sou médica. Dê um jeito, Marcos

udesse responde

um momento, paralisado pela crueldade dela. A "coisa importante" era o aniversário de Pedro, seu ex-namora

a focar. Seus pais precisavam de

vermelho uma tortura. Ao chegar, encontrou

Helena Silva. Acabei

om compaixão, seu rosto expre

panhe. O médico precis

branco e estéril. O cheiro

disse ela em voz baixa. "Eles prec

ico se aproximou,

rderam muito sangue. Precisamos da sua a

a prancheta com

onde eu

caneta, mas o m

egalmente, o senho

, confuso. "Como assim

veículo que os atingiu, é quem deve assinar a autorização e

ntiu o sa

ículo? Vocês

Cayenne. Está registrado

centímetros do papel. Sofia. O carro que ele deu a ela de presente de aniversário. A ir

pairou sobre o nome dela. Ele precisava que ela viesse. Precisava

úsica ainda to

para me ligar mais tar

la era u

ecisa vir ao ho

sse que n

voz embargada pela urgência. "O carro que

lado da linha. Por um instante, Marc

Você e

o ela falou, sua voz era gelo pur

vel. Meu carro

ido. Sofia, pelo amor de Deus, meus pais precisam de uma ci

hando com alguém. A voz

, Marcos? Você está tentando

tingiu com a f

nventaria uma coisa dessas?

a voz firme. "Resolva seus problemas d

ligou n

a negação, o egoísmo... era monstruoso. Ele se virou

não

u, o pesar visív

o. Nós fizemos tud

um monitor cardíaco ecoou pelo corredor.

e Marcos

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O Veneno da Fortuna
O Veneno da Fortuna
“O telefone tocou incessantemente na tranquilidade do meu escritório, um prenúncio de algo terrível. A voz do outro lado confirmou meu pior medo: "Seus pais, Antônio e Helena Silva. Houve um acidente. Estado grave." Meu mundo desabou em segundos, mas a primeira pessoa que procurei, minha esposa Sofia, estava ocupada demais celebrando com risadas e música alta. Perguntei: "Sofia, meus pais podem morrer!" Ela retrucou, fria: "E o que você quer que eu faça? Eu não sou médica. Dê um jeito, Marcos." E desligou. A crueldade dela era um tapa na cara, um choque. Mal cheguei ao hospital, a enfermeira e o médico me confirmaram: a responsável pelo atropelamento era Sofia Almeida, no nosso Porsche que dei de presente. Liguei para ela novamente, implorando: "O carro que atropelou meus pais... era o seu Porsche." Silêncio mortal. Então, sua voz congelante: "Isso é impossível. Meu carro está na garagem." Ela me acusou: "Isso é algum tipo de truque, Marcos? Você está tentando estragar a festa do Pedro?" Minha esperança se esvaiu; o médico suspirou: "Sinto muito, filho. Nós fizemos tudo o que podíamos." O som dos monitores cardíacos ecoando pelo corredor marcou o fim. Meus pais se foram, e a dor era física. Mal consegui respirar, lembranças me invadiam, a imagem da minha mãe acolhendo Sofia, e meu pai dizendo que ela trazia luz à nossa vida. Mal sabíamos que era tudo uma farsa. Minha secretária ligou em seguida, com voz hesistante: "A senhora Sofia fez uma retirada hoje à tarde. Cem mil euros." No dia da morte dos meus pais, ela roubou para fugir com o amante. A dor virou raiva fria. Lembrei das humilhações, do desprezo da família dela, da mão de Sofia em meu rosto: "Você entende qual é o seu lugar? Você é o pobretão sortudo que eu escolhi. Aja como tal." Eu suportei tudo, achando que a amava. Não havia amor, apenas um vazio calculista. Ela me via como um degrau. Mas jurei: "Eu prometo que farei justiça por vocês."”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10