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O Veneno da Fortuna

Capítulo 2 

Palavras: 689    |    Lançado em: 08/07/2025

, jaziam imóveis sob lençóis brancos. Pareciam tão pequenos, tão frágeis. Ele pressionou a mão contra

a pressão esmagadora em seu pe

pessoas simples, de origem humilde, assim como ele. Trabalharam a vida inteira para dar a ele uma chance. E quando ele fi

raçou como se fosse uma filha. "Cuide bem do nosso Marcos", ela di

tou a mão de Sofia e disse que ela t

ela herdeira da rica vinícola que havia se apaixonado pelo f

lso, tirando-o de seu torpo

incomodar a essa hora,

a estava

foi,

nhora Sofia fez uma retirada hoje

iu a testa.

e era para um investimento i

dinheiro era para fugir para a Europa com Pedro. Ela não estava apenas comemorando o aniv

transformou em uma r

família de Sofia. O pai dela, um homem arrogante com um império de vinhos, o mediu de c

noivado, ela riu. "Querida, é só uma fase. Homens

ordar do pai dela sobre um assunto de negócios. M

mília! Você entende qual é o seu lugar? Você é

e amava. Ele acreditava que, por baixo daquela fachada superficial e egoísta, existia a mulher por quem ele

ra que não precisava mais dele,

a não iria fugir. Ela não iria construir sua fe

amente. Sua voz, antes trêmula d

ito de Sofia. Cancele todos os acessos dela às contas d

senh

mandei, Clara.

nhor. En

uma última vez para os corpos

, a voz rouca. "Eu prometo

, deixando a dor para trás. Agora

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O Veneno da Fortuna
O Veneno da Fortuna
“O telefone tocou incessantemente na tranquilidade do meu escritório, um prenúncio de algo terrível. A voz do outro lado confirmou meu pior medo: "Seus pais, Antônio e Helena Silva. Houve um acidente. Estado grave." Meu mundo desabou em segundos, mas a primeira pessoa que procurei, minha esposa Sofia, estava ocupada demais celebrando com risadas e música alta. Perguntei: "Sofia, meus pais podem morrer!" Ela retrucou, fria: "E o que você quer que eu faça? Eu não sou médica. Dê um jeito, Marcos." E desligou. A crueldade dela era um tapa na cara, um choque. Mal cheguei ao hospital, a enfermeira e o médico me confirmaram: a responsável pelo atropelamento era Sofia Almeida, no nosso Porsche que dei de presente. Liguei para ela novamente, implorando: "O carro que atropelou meus pais... era o seu Porsche." Silêncio mortal. Então, sua voz congelante: "Isso é impossível. Meu carro está na garagem." Ela me acusou: "Isso é algum tipo de truque, Marcos? Você está tentando estragar a festa do Pedro?" Minha esperança se esvaiu; o médico suspirou: "Sinto muito, filho. Nós fizemos tudo o que podíamos." O som dos monitores cardíacos ecoando pelo corredor marcou o fim. Meus pais se foram, e a dor era física. Mal consegui respirar, lembranças me invadiam, a imagem da minha mãe acolhendo Sofia, e meu pai dizendo que ela trazia luz à nossa vida. Mal sabíamos que era tudo uma farsa. Minha secretária ligou em seguida, com voz hesistante: "A senhora Sofia fez uma retirada hoje à tarde. Cem mil euros." No dia da morte dos meus pais, ela roubou para fugir com o amante. A dor virou raiva fria. Lembrei das humilhações, do desprezo da família dela, da mão de Sofia em meu rosto: "Você entende qual é o seu lugar? Você é o pobretão sortudo que eu escolhi. Aja como tal." Eu suportei tudo, achando que a amava. Não havia amor, apenas um vazio calculista. Ela me via como um degrau. Mas jurei: "Eu prometo que farei justiça por vocês."”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10