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Amor e Ódio na Tempestade

Capítulo 4 

Palavras: 676    |    Lançado em: 08/07/2025

a voz calma cortando seus soluços. "Você não pode esperar que os out

cabado de falar em outra língua. O choque em seu rosto é quase cômico. A

m de mim e focam na escada, esperando que seu salvador apareça. E, como

tão cedo?", ele pergunta, sua voz sonolenta e

ão, agarrando seu braço. "A mamãe enlouqueceu! Ela não qu

e vítima. Na vida passada, João teria caído nessa armadilha. Ele teria olhado para

ja única falha foi não reconhecer o mal quando ele estava bem na s

possa responder

a ir. Apenas disse a ela que precisa e

onfuso. "Transporte? Mas e o

de preocupação fingida. "A tempestade vai ser terrível. Não seria seguro

ço dele, transmitindo

cê pode colocar um funcionário a

sposta. Ele ainda não entende. Ele ainda vê a garotinh

, Ana. Trata-se de responsabilidade. Você tomou uma decisão de viajar em cima da hora, no

azão, começa a entender meu ponto de vist

rudente da sua parte não se planejar melhor. Por que você não l

oitava. "Eles não têm comida, não têm aquecimento! Vocês não enten

tos de grife e carregando caixas do que ela acredita ser

eu rosto se tra

compartilhamos com você sem pensar duas vezes! Demos a você tudo, Ana! Educação, roupas,

mais poderosa. Ana recua, chocada com a ex

imagem perfeita que Ana tinha de seu "pai" mani

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Amor e Ódio na Tempestade
Amor e Ódio na Tempestade
“A morte tinha o gosto de fumaça e o cheiro de carne queimada. A última coisa que vi foi o sorriso satisfeito de Ana, minha filha adotiva, do outro lado da porta trancada do porão, enquanto minhas chamas consumiam tudo. Fui eu quem começou o incêndio, meu ato final de vingança. Levar todos comigo: Ana, seus pais biológicos gananciosos, e eu, na casa que um dia foi um lar. Morrendo juntos. Mas então, eu renasci. Acordei no dia em que a nevasca apocalíptica começou, o mesmo dia em que tudo deu errado na minha vida anterior. A memória da minha vida passada é uma ferida aberta, cada detalhe terrível. Lembro-me de Ana entrando no meu quarto, com os olhos cheios de uma falsa preocupação, implorando para trazer seus pais biológicos, os Silva, para nossa casa. Eu, a tola Maria, acreditei. Essa foi a pior decisão da minha vida. Eles chegaram, e a princípio, parecia uma grande família feliz. Mas, quando a comida que eu havia estocado começou a diminuir, a verdadeira natureza dos Silva apareceu. Eles comiam como se não houvesse amanhã, escondiam comida e reclamavam de tudo. João, meu gentil marido, tentava apaziguar a situação, mas não via a maldade neles. Quando a última lata de sopa acabou, o inferno começou. O Sr. Silva, com olhos injetados, agarrou-me pelos cabelos, chamando-me de "mulher inútil". Minha pequena Sofia, de cinco anos, chorava. A Sra. Silva a agarrou. "Cale a boca, sua pirralha! Você comeu mais do que todos nós!" E então, o impensável aconteceu. Ela jogou minha filha pela janela, na neve profunda. Um grito rasgou minha garganta. João correu para a janela, mas o Sr. Silva o segurou. "Seu marido vai sair e encontrar comida para nós. Se ele não voltar em duas horas, sua vez será a próxima." Eles o forçaram a sair na tempestade, sem esperança. Ele nunca mais voltou. Fiquei sozinha, catatônica de dor, presa com aqueles monstros e com Ana, que assistiu a tudo sem dizer uma palavra. Foi Ana quem me arrastou para o porão. "Você não serve para mais nada, mãe", disse ela, com a voz fria. Ela trancou a porta. Converti minha dor em ódio, ateando fogo em tudo, com a imagem de Sofia caindo na neve e o silêncio da ausência de João em minha mente. Agora, ela está parada na minha frente, em carne e osso, com a mesma falsa preocupação, pedindo para eu trazer seus pais. "Mãe, você já viu a previsão do tempo? A temperatura vai cair muito. Estou tão preocupada com meus pais..." Um calafrio percorre minha espinha, não de frio, mas de raiva. Eu olho para ela, não vejo minha filha, mas a traidora egoísta. Um sorriso frio se forma em meus lábios. Desta vez, a tragédia não vai se repetir. "Ana", eu digo, minha voz mais dura. "Nós precisamos conversar."”
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