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A Geladeira e o Segredo

Capítulo 3 

Palavras: 786    |    Lançado em: 08/07/2025

o longas sombras no asfalto molhado. Eu não sabia para onde ir. A ideia de voltar para aquela casa vazia, para

lago no meio, com um deck de madeira que avançava sobre a água. Era um lugar que Ana Paula

eu os vi.

m casal apaixonado desfrutando de uma noite estrelada. A coincidência era tão cruel, tão absurda, que por um momento eu pensei e

de pólvora da minha raiva. O álcool, a dor, a humilhação, tudo explodiu de uma vez. O h

es, meus passos pesados e

de distância. O sorriso de Ana Paula congelou.

tá fazendo aqui?" disse

ra, eu avancei e o soquei no rosto. Com toda a força que eu tinha. O som do meu punho contra o maxi

Você está louco?"

o que estava acontecendo. Ela correu

cê está bem?

reocupação. Com ele. Não comigo. Ela olhou para

problema? Ficou

argo. "Meu problema é você, Ana Paula! É

ela a dor em meus olhos, a traição

você pô

nerável. E a resposta dela foi um tapa. Um tapa fo

longe

ente. Perdi o equilíbrio na beira do deck. Meus braços giraram no ar, procurando algo

perfície, a lama do fundo do lago dificultando meus movimentos. A água encheu

cos estavam lá, parados, me observando. Ela não fez nenhum movimento para me ajudar. Seu rosto era

embora

lo braço e com

u Marcos, olhando para mim

e dane. Ele

am ali. Para morrer. Naquele momento, a última fagulha de amor que eu poderia ter po

dificuldade, me arrastei para fora da água, tremendo de frio e de ódio. Fiquei ali, deitado na grama molhada, o corpo dolorido, o coração em p

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A Geladeira e o Segredo
A Geladeira e o Segredo
“A geladeira zumbia baixo, um som constante que eu nunca notava, até Ana Paula ir embora. Então, algo que nunca imaginei: escondido no fundo da geladeira, um pequeno frasco de vidro, frio ao toque, com um líquido transparente e algo minúsculo flutuando dentro. Minha esposa, perfeita e dedicada, no fundo, era uma farsante manipuladora. "Atestado de Procedimento de Interrupção de Gravidez." O pior veio depois: o nome do parceiro não era o meu, mas de Marcos, o amigo da faculdade que meu sogro tratava como filho. De repente, o homem apaixonado morreu, e em seu lugar nasceu um homem frio, calculista, com um único desejo: vingança. Descobri que ela ia a um "happy hour" que na verdade era um encontro com Marcos. Segui-a até um bairro nobre e vi os dois abraçados na sacada, rindo, trocando beijos longos e profundos. "Ele não desconfia de nada. É tão ingênuo." Sua voz foi como um soco no meu estômago. A dor era física, mas a humilhação de ter sido enganado por tanto tempo era ainda pior. A vingança não era mais apenas um desejo, era uma necessidade, a única coisa que me manteria vivo. Meus anos de sacrifício por ela, de abrir mão de promoções pelo nosso futuro, eram uma farsa. Ela me usou como provedor, enquanto se divertia com outro. No bar, o álcool queimava, mas não apagava a imagem deles juntos. Meu sogro queria um neto, e eu o daria um presente inesquecível em seu aniversário de 60 anos. Ao sair do bar, esbarrei novamente com eles no parque, no nosso lugar romântico. Não me contive. "Ricardo? O que você está fazendo aqui?" Eu o soquei sem dizer uma palavra. "Ricardo, para! Você está louco?" Ela não me ajudou; correu para ele e me deu um tapa, me jogando no lago. "Ele que se dane. Ele mereceu." Eles me abandonaram para morrer, a última fagulha do meu amor se extinguiu para sempre. No hospital, ela se importava apenas com o amante. "Eu agredi o Marcos? E você, Ana Paula? O que você fez? Você me deixou para morrer em um lago." Decidi que queria o divórcio e que daria ao meu sogro o presente que ele tanto queria na festa. O palco estava montado.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10