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Fome e Amor: Uma Conexão Eterna

Capítulo 1 

Palavras: 648    |    Lançado em: 08/07/2025

ntro de mim, com garras e dente

que o mundo era dividido entre

gente mais olha

dinheiro que aparecia no bar, apost

do, como se o ar que ela soltava pudesse ench

ha um pão guardado, um re

o cheiro da comi

nando o gosto das coisas. A professora na escola era um grande pã

xava com a ca

. O prêmio para o primeiro lugar era uma caixa de lá

ango

conta de todos os meus pensamentos. Eu nunca tinha comido um frango assado inteiro. Às

ava daque

de aula. Desenhei minha casa, mas com uma mesa farta no meio. Tinha pão, quei

gan

le para retirar o frango. Meu coração parecia que ia

frango. Ele veio numa embalagem de alumíni

, na mesa, como no meu desenho. Queria que m

casa corren

Olha o que

ei o

da minha mão. Seus olhos b

comer! Sua irmã

tava no sofá, l

sa menina serviu

encheu a cozinha. Ela partiu o frango. Deu a coxa mais gorda para o P

de pé, e

omeram tudo. La

um pedacinho. Nem um

olharam

ava. Um buraco se abriu no meu peito, um lu

de barriga cheia, eu levantei. Fui

ra machuca

uma pequena horta no quintal. A luz da lua ilumina

s tomates bem vermelho

êncio. Escondi meu tesou

no tomate. O suco escorreu pelo meu queixo. Era ácido, doce

assado. E ninguém

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Fome e Amor: Uma Conexão Eterna
Fome e Amor: Uma Conexão Eterna
“A fome era minha sombra, uma criatura de garras e dentes roendo meu estômago desde os sete anos de idade. Eu já sabia que o mundo se dividia entre os que comiam e os que só podiam olhar. Em casa, a gente mais olhava. Um dia, a sorte bateu à porta: ganhei um frango assado num concurso de desenho. Um frango inteiro, dourado e crocante, a promessa de uma refeição que eu nunca tivera. Corri para casa, mal podia esperar para dividir aquela alegria com meus pais. Mas a alegria virou amargura, um golpe no estômago mais doloroso que a própria fome. Minha mãe pegou o frango das minhas mãos, os olhos brilhando – mas não para mim. Eles sentaram à mesa, dividiram cada pedaço, sem um olhar, uma palavra, ou sequer um osso para mim. Nem uma migalha sobrou. Noite adentro, a fome dentro de mim não roía, urrava. Por que eu, a filha, era sempre a última, a esquecida, a que não merecia nem o fruto da sua própria vitória? A dor daquele desprezo era mais aguda que qualquer pontada de fome. Naquela noite, a fome urrava, mas algo mais nasceu. Com uma faca na mão, sob o luar, fui até a horta da vizinha. Peguei dois tomates e uma espiga de milho. Saboreando cada pedaço, jurei para mim mesma que nunca mais dependeria de ninguém para saciar a minha fome – nem a do corpo, nem a da alma.”
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