icon 0
icon Loja
rightIcon
icon Histórico
rightIcon
icon Sair
rightIcon
icon Baixar App
rightIcon

Fome e Amor: Uma Conexão Eterna

Capítulo 2 

Palavras: 724    |    Lançado em: 08/07/2025

a do meu lado, a Lúcia, abriu um pacote de bola

ra, se remexeu no meu estômago. O tomate e o mil

e viu o

er

a. Tinha um recheio de cho

ecia nada. Minha primeira reação

bolacha.

acinho. O açúcar derreteu na minha

ela pergunt

. Mu

eu um pedaço. No dia seguinte, uma maçã. E assim, uma

comer algo diferente todo dia. Mas também sentia uma pon

Eu não queria ser só a menina que re

a veio. Uma i

iro da

tina da escola. Minha mãe sempre pegava o meu dinheiro. Dizia que era para "ajudar nas contas de ca

visto a cor d

va os envelopes com o dinheiro para

e a reunião tinha sido cancelada e remarcada para a semana se

iretora. Vi os pais saindo, um por

ceu, a secretária guardou

. Meu coração batia tão forte que parecia que ia sair pela boca. Entrei

. Dentro, algumas notas de d

o meu dinheiro, comprei o doce mais caro que tinha na

a Lúcia na ho

a v

ram. "Nossa, Maria! Que l

uis t

i a pessoa mais rica do mundo. A sensação

icidade d

inha mãe chegou

AR

eira. Ela segurava um cinto de c

ou. Onde está o di

gel

que a senhora

adra! Roubando dentro d

. Meu pai e Pedrinho assistiam, com

ou minhas costas. Doeu.

da, nas

não roubar! Vai apr

uou me batendo. A fivela d

estranho

o meu corpo, um pensamento

brulhava o sonho que eu dei para a Lúcia. E no pape

o estalava na minha pele, eu me arr

dor, estiquei a mão e

o dedo

se espalhou n

m meio aos gritos

Reclame seu bônus no App

Abrir
Fome e Amor: Uma Conexão Eterna
Fome e Amor: Uma Conexão Eterna
“A fome era minha sombra, uma criatura de garras e dentes roendo meu estômago desde os sete anos de idade. Eu já sabia que o mundo se dividia entre os que comiam e os que só podiam olhar. Em casa, a gente mais olhava. Um dia, a sorte bateu à porta: ganhei um frango assado num concurso de desenho. Um frango inteiro, dourado e crocante, a promessa de uma refeição que eu nunca tivera. Corri para casa, mal podia esperar para dividir aquela alegria com meus pais. Mas a alegria virou amargura, um golpe no estômago mais doloroso que a própria fome. Minha mãe pegou o frango das minhas mãos, os olhos brilhando – mas não para mim. Eles sentaram à mesa, dividiram cada pedaço, sem um olhar, uma palavra, ou sequer um osso para mim. Nem uma migalha sobrou. Noite adentro, a fome dentro de mim não roía, urrava. Por que eu, a filha, era sempre a última, a esquecida, a que não merecia nem o fruto da sua própria vitória? A dor daquele desprezo era mais aguda que qualquer pontada de fome. Naquela noite, a fome urrava, mas algo mais nasceu. Com uma faca na mão, sob o luar, fui até a horta da vizinha. Peguei dois tomates e uma espiga de milho. Saboreando cada pedaço, jurei para mim mesma que nunca mais dependeria de ninguém para saciar a minha fome – nem a do corpo, nem a da alma.”