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Fome e Amor: Uma Conexão Eterna

Capítulo 3 

Palavras: 793    |    Lançado em: 08/07/2025

s, o próximo passo era o ensino médio. Para mim, segund

r. Está na hora de trabalhar e ajudar em casa.

a com as mãos enrugadas de molho

u para o en

. Um riso sec

heiro para uniforme, para material, para pa

me v

ra fazer um prato de comida. Vai

estorvo que finalmente poderia se tornar útil, trazer algum

tinha u

ãe achava que eu estava conformada

omeço. A matrícula na escola do estado era de graça, ma

o sol nascer e percorria o bairro com um saco gra

o, cuidei do cachorro de outro. Juntei cada cent

, no entanto,

s velha, em cima do guarda-roupa. Ele nunca contava direito.

ou no sofá, eu subi numa cadeira. O coração na boca

otas. O suficiente para co

ro para ele era como água,

. Com meu uniforme novo, um pouco gra

escapado

ferente. Os corredores cheios de gent

cheiro de comida era maravilhoso, mas a

distribuição, es

ma mulher grande, de cara amarrada e

escrita: meninos recebia

eneroso de carne. Quando chegava a vez das meninas, a concha de Dona Fátima pareci

ritava, sem nem o

prato, com aquela gororoba rala, e depois para o

biu pela min

ma, o meu

e cima a baixo

Se não quer, dá

está cheio", apo

a. Você é mocinha, tem que manter a li

Eu mal me mantin

s meninas recebiam a mesma miséria. Ninguém re

a medo. Eu

ue ela se distraía quando con

alguma coisa, eu, que era a próxima da fila, rapidamente estiquei meu prato por

mento rápid

iserável, mas com um pedaço de car

aboreando minha

, se quisesse sobreviver, precisava aprender as regras do jog

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Fome e Amor: Uma Conexão Eterna
Fome e Amor: Uma Conexão Eterna
“A fome era minha sombra, uma criatura de garras e dentes roendo meu estômago desde os sete anos de idade. Eu já sabia que o mundo se dividia entre os que comiam e os que só podiam olhar. Em casa, a gente mais olhava. Um dia, a sorte bateu à porta: ganhei um frango assado num concurso de desenho. Um frango inteiro, dourado e crocante, a promessa de uma refeição que eu nunca tivera. Corri para casa, mal podia esperar para dividir aquela alegria com meus pais. Mas a alegria virou amargura, um golpe no estômago mais doloroso que a própria fome. Minha mãe pegou o frango das minhas mãos, os olhos brilhando – mas não para mim. Eles sentaram à mesa, dividiram cada pedaço, sem um olhar, uma palavra, ou sequer um osso para mim. Nem uma migalha sobrou. Noite adentro, a fome dentro de mim não roía, urrava. Por que eu, a filha, era sempre a última, a esquecida, a que não merecia nem o fruto da sua própria vitória? A dor daquele desprezo era mais aguda que qualquer pontada de fome. Naquela noite, a fome urrava, mas algo mais nasceu. Com uma faca na mão, sob o luar, fui até a horta da vizinha. Peguei dois tomates e uma espiga de milho. Saboreando cada pedaço, jurei para mim mesma que nunca mais dependeria de ninguém para saciar a minha fome – nem a do corpo, nem a da alma.”
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