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Fome e Amor: Uma Conexão Eterna

Capítulo 4 

Palavras: 669    |    Lançado em: 08/07/2025

, começou a parecer... sem graça. Meu corpo, agora acostumado a não pass

inas. Uma delas, a Clara, era diferente. A família dela morava no interior e mand

cheiro de comida boa quand

sa. Dividia tudo

. Minha mãe

do... era um luxo que eu nunca tive. Uma amizade se formou ent

a fosse embora? E se a mãe dela parasse de mandar a caixa

o se tornou

a foi transferido de emprego

a ter o cheiro de nada. E meu estômago voltou a

era só a comida. Era a sensação de ter alg

, desanimada. Em cima da minha

ães de queijo,

inas do quarto estavam dormin

deixado a

inquieta. Eu não estava acostumada com bondade anônima. Tinha que

mesma coisa. Um saquinho de papel, dessa v

ar que estava

dade da caixa da Clara e o mistério dos la

diu numa t

icha, todo mundo sabia, era a pior comida da semana. E

a ao meio no meu prato e uma colherad

o

ela. E toda a raiva, toda a fome, toda a injus

a de cachorro

u em silêncio. Todos os o

com o olhar. "O que voc

ia inteiro, com fome, pra receber essa lavagem? Enqua

tinha visto a despensa

o seu lugar ou eu te levo p

r para a diretora como a senhora trata o

"rouba" pa

abia, e eu sabia, que mesmo sem

a concha, encheu meu prato com três sa

jogou o prato n

as e fui para a minha mesa sob o

ão comi minha vit

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Fome e Amor: Uma Conexão Eterna
Fome e Amor: Uma Conexão Eterna
“A fome era minha sombra, uma criatura de garras e dentes roendo meu estômago desde os sete anos de idade. Eu já sabia que o mundo se dividia entre os que comiam e os que só podiam olhar. Em casa, a gente mais olhava. Um dia, a sorte bateu à porta: ganhei um frango assado num concurso de desenho. Um frango inteiro, dourado e crocante, a promessa de uma refeição que eu nunca tivera. Corri para casa, mal podia esperar para dividir aquela alegria com meus pais. Mas a alegria virou amargura, um golpe no estômago mais doloroso que a própria fome. Minha mãe pegou o frango das minhas mãos, os olhos brilhando – mas não para mim. Eles sentaram à mesa, dividiram cada pedaço, sem um olhar, uma palavra, ou sequer um osso para mim. Nem uma migalha sobrou. Noite adentro, a fome dentro de mim não roía, urrava. Por que eu, a filha, era sempre a última, a esquecida, a que não merecia nem o fruto da sua própria vitória? A dor daquele desprezo era mais aguda que qualquer pontada de fome. Naquela noite, a fome urrava, mas algo mais nasceu. Com uma faca na mão, sob o luar, fui até a horta da vizinha. Peguei dois tomates e uma espiga de milho. Saboreando cada pedaço, jurei para mim mesma que nunca mais dependeria de ninguém para saciar a minha fome – nem a do corpo, nem a da alma.”