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Fome e Amor: Uma Conexão Eterna

Capítulo 5 

Palavras: 495    |    Lançado em: 08/07/2025

Mas coragem não enchia a barriga todo dia. Depois daquele episódio, Dona Fátima me ser

de uma soluçã

lugar inesperado: a pró

espalhar

plesmente aconteceu. Eu estava conversando co

tasse um grande segredo. "Dizem que a Dona Fátima leva comida da

nha raiva. Mas era uma mentira que fazia

ér

a. Diz que todo dia ela sai com umas sacolas

e estava

e voltou para mim era que Dona Fátima não só levava comida para casa, mas também ve

lhar para ela com desconfiança. Cochichavam quando ela passava. Algu

ficou ins

chamou Dona Fátima para uma conversa. Ninguém

a bomba: Dona Fát

ica, chamada Luzia, que sorria para os alunos e enchia

o virou um

pena da Dona Fátima. Ela provavelmente era só uma mulher amargurada, com s

e sentia a barriga cheia pela primeira vez na vida

s colegas, para os sorrisos, para a comid

fome era real, a injustiça era real. Eu só usei as a

problemas tinham acabado. Achei que agora eu poderia

ava en

a cozinha da escola. Ele estava e

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Fome e Amor: Uma Conexão Eterna
Fome e Amor: Uma Conexão Eterna
“A fome era minha sombra, uma criatura de garras e dentes roendo meu estômago desde os sete anos de idade. Eu já sabia que o mundo se dividia entre os que comiam e os que só podiam olhar. Em casa, a gente mais olhava. Um dia, a sorte bateu à porta: ganhei um frango assado num concurso de desenho. Um frango inteiro, dourado e crocante, a promessa de uma refeição que eu nunca tivera. Corri para casa, mal podia esperar para dividir aquela alegria com meus pais. Mas a alegria virou amargura, um golpe no estômago mais doloroso que a própria fome. Minha mãe pegou o frango das minhas mãos, os olhos brilhando – mas não para mim. Eles sentaram à mesa, dividiram cada pedaço, sem um olhar, uma palavra, ou sequer um osso para mim. Nem uma migalha sobrou. Noite adentro, a fome dentro de mim não roía, urrava. Por que eu, a filha, era sempre a última, a esquecida, a que não merecia nem o fruto da sua própria vitória? A dor daquele desprezo era mais aguda que qualquer pontada de fome. Naquela noite, a fome urrava, mas algo mais nasceu. Com uma faca na mão, sob o luar, fui até a horta da vizinha. Peguei dois tomates e uma espiga de milho. Saboreando cada pedaço, jurei para mim mesma que nunca mais dependeria de ninguém para saciar a minha fome – nem a do corpo, nem a da alma.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 1012 Capítulo 1113 Capítulo 1214 Capítulo 1315 Capítulo 1416 Capítulo 1517 Capítulo 1618 Capítulo 1719 Capítulo 1820 Capítulo 19