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Quando o Amor Vira Fumo

Capítulo 1 

Palavras: 591    |    Lançado em: 08/07/2025

vadiu as minhas narinas, e uma dor aguda no meu a

va fraco, mas fo

televisão na parede, que noticiava o incêndio devastador qu

deixa dezenas de feridos. A caus

ira. Peguei nele com as mãos a tremer e

xplicação. Precisa

ando estava prestes a desistir, ele finalmen

ou exausto, passei o

ra, ouvi outra voz ao fundo, uma voz

está assustado. Podes

a sua amiga

o suavizou in

a. Já vou. S

a mim, o seu tom tor

ada, e o gato dela, o Miau, quase não sobreviveu. Ina

nó na g

voz a falhar, "o nosso beb

o foi o silêncio de choque ou tristeza que eu es

. Olha, é uma pena, mas estas coisas acontecem. Agora

, o filho que planeámos

pelo meu rosto. "O prédio estava a arder, eu liguei-te, g

ela era logo por cima do nosso, o fogo estava a espalhar-se depressa! O gato dela estava p

se com um soluço. "Eu sou a tua namora

Um bombeiro acabou por te tirar de lá, não foi? En

Ele chamou-

e eu, a voz fria e va

riso amargo

hateada por causa do bebé. Vais superar isso.

esl

me tinha abandonado num incêndio para salvar o gato da su

futuro tinha virado cinzas, e tudo o que

uma frieza que se espalhou pelo meu peito. El

a perda d

ivamente, sup

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Quando o Amor Vira Fumo
Quando o Amor Vira Fumo
“Acordei no hospital. O cheiro a desinfetante e a dor no abdómen gritavam: perdi o nosso bebé no incêndio. A minha primeira chamada foi para o Pedro, o meu namorado. Procurava consolo, uma explicação. Mas ele atendeu, exausto e irritado. E, ao fundo, ouvi a voz manhosa da Sofia, a sua "amiga de infância". Ele tinha ignorado os meus gritos, a minha gravidez, para salvar o gato Dela. "É uma pena, mas estas coisas acontecem", ele disse, antes de me chamar "dramática" por chorar a perda do nosso filho. A sua mãe, Dona Helena, ligou-me logo a seguir. Sem um pingo de compaixão, acusou-me de tentar "prender" o filho, de "dramatizar", elogiando sem parar a "coitadinha" da Sofia, que "perdeu tudo". Eu estava destruída, humilhada, sozinha. O incêndio tinha levado o meu filho. E o homem que eu amava? Aquele que devia ser o meu porto seguro? Ele tinha-me abandonado por um gato. Porque é que a minha dor era insignificante para eles? O que eu deveria fazer com tanto desespero? Mas quando voltei aos escombros do nosso apartamento, encontrei uma caixa. Dentro dela, a verdade nua e crua: Anos de fotografias e cartas secretas do Pedro e da Sofia, em Paris, em jantares românticos. A traição dele não começou no incêndio. Ela existia há anos. Naquele momento, a minha dor transformou-se em raiva, fria e calculista. Uma festa de "despedida" seria o palco perfeito. Não para o apartamento. Mas para a verdade. E para o Pedro, para a Sofia, e para todo o mundo ver quem realmente eram.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10