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Quando o Amor Vira Fumo

Capítulo 2 

Palavras: 466    |    Lançado em: 08/07/2025

ou, o meu telemóve

endi, esperando que fosse ele, talvez

não

u uma voz de mulher

, so

ena, a mãe

a gostou de mim. Ela sempre achou que eu não e

quer pingo de simpatia na sua voz. "E liguei para

sem p

stá destroçada, coitadinha. Perdeu tudo no incêndio. E o P

, "eu também perdi tudo. Eu p

um suspiro

liz. Mas não podes culpar o Pedro. Ele fez o que qualquer

gritei, já sem conseguir controlar-me. "Eu

oblema? Estás a tentar usar esta tragédia para pren

ação deixo

o 'prender'. Ele

enenosa. "Talvez este incidente tenha servido para lhe abrir os olhos. A

ar esta tragédia para me afastar e em

tom ameaçador, "vais deixar o Pedro em paz. Deixa-o decidir o q

fone, deixando-me num silêncio ensurdecedor, com

ra eles, eu era um incómodo, um obstáculo no c

rtava. O meu filho p

uma enfermeira

rguntou ela gentilmente. "Os teus

pai e a minha madras

elo meu peito. Pelo menos eu n

voz rouca. "Pode

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Quando o Amor Vira Fumo
Quando o Amor Vira Fumo
“Acordei no hospital. O cheiro a desinfetante e a dor no abdómen gritavam: perdi o nosso bebé no incêndio. A minha primeira chamada foi para o Pedro, o meu namorado. Procurava consolo, uma explicação. Mas ele atendeu, exausto e irritado. E, ao fundo, ouvi a voz manhosa da Sofia, a sua "amiga de infância". Ele tinha ignorado os meus gritos, a minha gravidez, para salvar o gato Dela. "É uma pena, mas estas coisas acontecem", ele disse, antes de me chamar "dramática" por chorar a perda do nosso filho. A sua mãe, Dona Helena, ligou-me logo a seguir. Sem um pingo de compaixão, acusou-me de tentar "prender" o filho, de "dramatizar", elogiando sem parar a "coitadinha" da Sofia, que "perdeu tudo". Eu estava destruída, humilhada, sozinha. O incêndio tinha levado o meu filho. E o homem que eu amava? Aquele que devia ser o meu porto seguro? Ele tinha-me abandonado por um gato. Porque é que a minha dor era insignificante para eles? O que eu deveria fazer com tanto desespero? Mas quando voltei aos escombros do nosso apartamento, encontrei uma caixa. Dentro dela, a verdade nua e crua: Anos de fotografias e cartas secretas do Pedro e da Sofia, em Paris, em jantares românticos. A traição dele não começou no incêndio. Ela existia há anos. Naquele momento, a minha dor transformou-se em raiva, fria e calculista. Uma festa de "despedida" seria o palco perfeito. Não para o apartamento. Mas para a verdade. E para o Pedro, para a Sofia, e para todo o mundo ver quem realmente eram.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10