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Amor e Humilhação: O Preço

Capítulo 1 

Palavras: 693    |    Lançado em: 08/07/2025

or do capacete, misturando-se ao s

rando a moto velha até o limite, o m

entavo a menos no bolso, uma

e atraso, uma luz vermelha piscando que

te de vidro e concreto que parecia zombar de sua m

o, um desprezo mal disfarçado no

porta se abriu antes mesmo qu

e impaciência. Ele era o tipo de cara que parecia ter nascido em berço

, disse Carlos, a vo

possível por causa da chuva" , João tent

seu olhar fixo na embalagem

o o pacote da mão de João com um gesto de nojo, "Você te

nha apenas uma caixa de preservativos, c

rlos, vestindo um robe de seda. Ela tin

la disse com uma voz chorosa,

ura de vergonha e raiva. Ele era apen

elo atraso, mas eu não tenho culpa d

Você não tem culpa? A minha noite romântica foi para o lixo por sua c

o apartamento gigan

o" , Carlos ameaçou, apontando o dedo para o rosto de João,

era um soco no estômago. Aquele trabalho era tudo o

sso, eu preciso do trabalho" ,

riu, um so

ê está com medo

irou uma nota de valor

sse ele, mas em vez de entregar o d

tapete felpudo, u

para a nota no chão, o sang

que pensava daquele homem arrogante,

aixou, o corpo inteir

o dinheiro

os e Sofia o observavam

Carlos, como se estivesse

palavra, sentindo os olhos d

so, desceu pelo elevador espelha

ado, carregado com o p

inha engrossado, m

a imagem da nota amassada no

nas sobre uma entrega at

ço de algo

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Amor e Humilhação: O Preço
Amor e Humilhação: O Preço
“A chuva fina e gelada batia no meu capacete, misturando-se ao suor enquanto eu costurava entre os carros, empurrando minha moto velha ao limite. Cada segundo era um centavo a menos, e o aplicativo zumbia com a notificação de atraso, uma luz vermelha que gritava fracasso. Quando cheguei ao prédio de luxo, o porteiro me olhou com desprezo, e no apartamento da cobertura, Carlos, o cliente, me esperava com uma expressão de impaciência. Ele leu em voz alta, com nojo, "Um 'kit intimidade' ," e balançou o pacote pequeno com a caixa de preservativos, como se fosse um troféu da minha incompetência. "Você está atrasado" , disse Carlos, com a voz cortante. "Desculpe, senhor, o trânsito estava impossível por causa da chuva", eu tentei explicar. Mas ele não me ouviu, e uma mulher, Sofia, apareceu, choramingando que eu "estragou tudo" . Carlos apontou o dedo para mim, ameaçando: "Eu vou reclamar no aplicativo, vou fazer você ser demitido. Gente como você precisa aprender a ter responsabilidade." Eu engoli em seco, o medo de perder o emprego que sustentava minha avó apertando meu peito, e ele jogou a gorjeta, uma nota amassada, no chão. Depois daquela humilhação, pensei que a pior parte tinha passado, mas então, Carlos e Sofia apareceram na porta da minha humilde casa, alegando que, por causa do meu atraso na entrega dos preservativos, Sofia estava grávida! "Cem mil reais" , Carlos disse, como se fosse a coisa mais normal do mundo, exigindo uma indenização. Minha avó, Dona Lúcia, que me criou, apareceu na porta, e Sofia imediatamente a atacou: "Olha, amor! É a avó do criminoso! Ela deve ter ensinado a ele como ser irresponsável!" A raiva me dominou, mas os seguranças de Carlos me impediram de defendê-la. Eles me deram 24 horas para arrumar o dinheiro, ameaçando transformar nossas vidas em um inferno com o poder da internet. No dia seguinte, a loucura deles atingiu um novo nível: Sofia forjou um aborto, me acusando de agressão e de tentar matar o bebê. A cena era tão bizarra, tão descaradamente falsa, que eu fiquei sem palavras, enquanto os vizinhos me encaravam com julgamento. Eles usaram as redes sociais para me expor, me fazendo perder o emprego e transformando minha vida em um pesadelo público, com meu nome pichado em muros e nossa casa coberta de sangue de animal. Eu me sentia impotente, afogado em uma onda de calúnias que não tinha como parar. Mas o silêncio que se seguiu era ainda mais assustador. Foi então que o golpe final veio: Dona Lúcia, para me proteger, usou suas economias de uma vida inteira, o dinheiro que guardava para encontrar seu filho desaparecido, e entregou aos golpistas. Aquele dinheiro, a última esperança dela, foi usado para financiar o casamento luxuoso deles. Por que alguém seria capaz de tamanha crueldade e cinismo? A dor da minha avó acendeu uma fúria fria e cristalina em mim. Eles achavam que tinham vencido, mas deram-nos um prazo: a data do casamento. Eu peguei meu celular e liguei para meu amigo jornalista. "Eu tenho um plano. E eu vou precisar da sua ajuda."”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10