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Amor Que Não Toca

Capítulo 2 

Palavras: 824    |    Lançado em: 08/07/2025

ecisava voltar para a mansão, para pegar minhas coisas e enfrentar a realidade. Quando estacionei na frente da impone

fs famosos, estantes e mais estantes cheias de livros de receitas de todo o mundo. Não havia um único retrato nosso, n

isão cirúrgica. Seu rosto estava calmo, concentrado. Não havia nenhum sinal do que acontecera na noite anterior, nenhum vestígio

nuou seu trabalho, o som da faca batendo na

disse, min

va fazendo, mas não

entamente, uma última e tola esperança de que ele pudesse mostrar

ou. Ele se afastou bruscamente, como se eu tivesse lhe dado um choque elétrico. Deixou a faca cai

sto contorcido em uma máscara de

regasse em seu corpo agora se autoflagelava por causa do meu simples toque. A dor e a humilhação me engo

, como se eu fosse um monstro. E então ele disse

jen

es momentos, que limpei seus ferimentos, que suportei sua indiferença por sete anos

o, sua dieta se resumia a testes para o restaurante, e eu me preocupei com sua saúde. Li sobre uma nova aborda

o de acompanhar, ela foi profissional e atenciosa. Sugeriu que as sessões fossem na cozinha, o ambiente mais confortável para Pedro.

s atrás. "Você está entrando nisso de olhos abertos." Eu odiava quando ela dizia aquilo. Eu achava que era mais forte, qu

era um objeto funcional, uma administradora da casa, uma enfermeira. E quando tentei ser uma espo

u pensei que amava. Ele já tinha voltado a pegar seus legumes, a mão sangrando levement

ar como um pedaço de mobília contaminado, eu iria embora para sempre. Era a última chance, não para ele, mas para mim. Para ter certeza de que e

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Amor Que Não Toca
Amor Que Não Toca
“Sete anos. Sete anos de um casamento fantasma com Pedro, um chef genial que nunca me tocou, enquanto eu, designer, sacrifiquei Milão por um amor que achei que curaria a aversão dele. Até que, numa noite de jantar em família, o celular escorrega e o aplicativo de terapia online que instalei para ele, na esperança de uma abertura, "acidentalmente" transmite gemidos altos, eróticos, vindos da nossa cozinha. Todos param, os garfos caem, e a imagem na tela revela Pedro agarrado à bancada, e, por trás dele, Clara, a nutricionista que contratei para ajudá-lo, se esfregando nele, em uma demonstração de terapia bem diferente da que eu imaginava. Encharcada, sangrando e carregando um braço quebrado, por ter corrido para salvá-lo de uma suposta emergência, apenas para ser usada de governanta para a amante dele, ouvi sua voz fria: "A Júlia é a governanta. Ela cuida da casa. Se ela criar problemas, eu a demito". A humilhação me libertou da fantasia; a raiva e a dor se transformaram em uma calma fria, e pela primeira vez em sete anos, eu me escolhi, ligando para um advogado para iniciar o processo de divórcio, sem olhar para trás.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10