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Amor Que Não Toca

Capítulo 4 

Palavras: 658    |    Lançado em: 08/07/2025

ra carregava. E então eu vi. Saindo de dentro da bolsa de couro cara, uma ponta de

gelou. Nã

as e frágeis. Eu passei meses, noites em claro, catalogando cada receita, transcrevendo cada anotação da avó dele para aquele caderno novo, de capa dura, que mandei fazer sob medida. Eu fotografei as páginas antigas, colei as fotos ao lado das minhas tran

uma coisa. Aquilo era out

u conta de mim. Eu

"Isso é meu", eu disse, a voz

a. Clara se assustou com minha reaç

O Pedro me deu

a dor e a raiva explodindo. "E

desesperada. As páginas que eu cataloguei com

o, aco

e moveu. Ele se moveu rápido. Mas não foi

purrou. C

ão frio de mármore. O ar saiu dos meus pulmões com um gemido de do

mim. Ele correu para o lado de Clara, que se encolheu, fingindo estar

vez em muito tempo, ele falou comigo de forma clara, com uma frase com

ção que eu nunca tinha recebido, e disse, com a voz

ndo

dela. Eu. A esposa dele. A mulher no chão.

obre sua incapacidade de amar. Ele era capaz. Ele só não era capaz de me amar. Para ele, Clara era a musa, a parceira

rei por tanto tempo finalmente vieram, quentes e amargas, escorrendo pelo meu rosto enquanto eu olhava para o homem que eu jurei amar e a mulher que ele escolheu

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Amor Que Não Toca
Amor Que Não Toca
“Sete anos. Sete anos de um casamento fantasma com Pedro, um chef genial que nunca me tocou, enquanto eu, designer, sacrifiquei Milão por um amor que achei que curaria a aversão dele. Até que, numa noite de jantar em família, o celular escorrega e o aplicativo de terapia online que instalei para ele, na esperança de uma abertura, "acidentalmente" transmite gemidos altos, eróticos, vindos da nossa cozinha. Todos param, os garfos caem, e a imagem na tela revela Pedro agarrado à bancada, e, por trás dele, Clara, a nutricionista que contratei para ajudá-lo, se esfregando nele, em uma demonstração de terapia bem diferente da que eu imaginava. Encharcada, sangrando e carregando um braço quebrado, por ter corrido para salvá-lo de uma suposta emergência, apenas para ser usada de governanta para a amante dele, ouvi sua voz fria: "A Júlia é a governanta. Ela cuida da casa. Se ela criar problemas, eu a demito". A humilhação me libertou da fantasia; a raiva e a dor se transformaram em uma calma fria, e pela primeira vez em sete anos, eu me escolhi, ligando para um advogado para iniciar o processo de divórcio, sem olhar para trás.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10