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O Silêncio da Guitarra Quebrada

Capítulo 1 

Palavras: 461    |    Lançado em: 08/07/2025

gelada caía sem parar, transformando a varand

colava ao seu corpo, tremendo incontrolavelmente. A água escorria pelo seu ca

ldo da varanda. O seu rosto, normalmente cheio de uma adoração possessiva

mas cortante. "Leonel bloqueou-me em todas as red

rada com a dor do frio. "Juliette, eu n

ara mim, Hugo

ligeiramente, mostrando uma enfermeira num quarto de lar de idosos, ao lado de uma cama onde uma mu

Era a sua avó. A única

doença pulmonar crónica, lembras-te? Eu pago por este lar de luxo, pelos melhores médicos,

no ar, mais fr

ste tu que o assustaste. Diz-me que dis

a mulher que ele amava, a mulher que o tinha resgatado das ruas de Alfama, que o

rou-se. A sua resist

voz rouca. "Eu disse-lhe pa

riso fino e vitorioso.

como se estivesse a fa

chuva, o frio a penetrar-lhe até aos ossos. Ele não sentia o f

de Juliette tinha mudado de alvo. Ele já não era

esitaria em

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O Silêncio da Guitarra Quebrada
O Silêncio da Guitarra Quebrada
“Hugo Gordon, um fadista outrora resgatado das ruas de Alfama, tornou-se a joia rara de Lisboa sob a asa da herdeira Juliette Hayes, que o moldou com um amor tão intenso quanto possessivo. Ele era o seu universo, submisso à sua adoração sufocante. Mas, numa noite fria e chuvosa, o seu mundo desabou quando Juliette, obcecada pelo novo surfista Leonel, o acusou de afastar o seu "novo brinquedo". De joelhos, tremendo, foi forçado a confessar uma mentira sob a ameaça impensável de Juliette: desligaria o suporte de vida da sua avó doente. A humilhação seguiu-se à dor: foi forçado a pedir desculpa a Leonel, a sua querida guitarra portuguesa foi brutalmente partida, e ele foi espancado na gala de caridade, com Juliette a assistir, impassível. O golpe final, porém, veio quando ela, para agradar Leonel, permitiu a morte da sua avó, a sua única família, arrancando a sua última vulnerabilidade. Como pôde o amor que ele nutria por ela ser tão facilmente esmagado? Como pôde a mulher que o tirou da sarjeta destruí-lo com tanta crueldade? A cada golpe, a cada lágrima não derramada, a questão ecoava: o que mais lhe seria tirado antes de tudo acabar? Naquele momento de desespero abissal, com o coração petrificado e a dignidade destroçada, Hugo Gordon morreu. No seu lugar, nasceu "Henrique Garcia", e uma determinação gélida: ia desaparecer, apagar Juliette Hayes da sua vida para sempre e, acima de tudo, nunca mais ser a vítima de ninguém.”