icon 0
icon Loja
rightIcon
icon Histórico
rightIcon
icon Sair
rightIcon
icon Baixar App
rightIcon

O Silêncio da Guitarra Quebrada

Capítulo 2 

Palavras: 525    |    Lançado em: 08/07/2025

nsequência inevitável da noite anterior. Um médico particular, chamado por Juliet

ra o seu telemóvel com um sorriso. Ao lado dela, de pé, estava Leonel Acosta, o sur

Leonel com um tom de escá

Leonel, não sejas mau. Ele está doente." A sua voz e

a latejar. "O que é que

olhando para ele. O seu olhar era frio. "Ele

desculpas

claro. Por teres tentado sabotar a mi

la tinha acreditado na sua mentira for

ade," disse Hugo

la aproximou-se da cama, o seu perfume caro a enc

am no quarto, posicionando-se atrá

para o sorriso trocista de Leonel, e para o olhar ge

urou ele, sem ol

isse Leonel,

insistiu Juliette. "Ou os meus homens

ra Leonel. "Peço desculpa por te ter

ette e beijou-a longamente, à frente de Hugo. "Es

tico: "Juliette, meu amor, depois disto... acho que não podemos contin

. "O que queres dizer, Le

. "Divorcia-te dele. Livra-te dele.

ou. Divórcio. A palav

nça. "Ouviste. Vamos divorciar-nos. Vou dar-te uma compensação generosa. Podes

iette. "E vamos anunciar o nosso noivado na pró

s e o eco das suas palavras. O amor não era nada. Era uma transação.

Reclame seu bônus no App

Abrir
O Silêncio da Guitarra Quebrada
O Silêncio da Guitarra Quebrada
“Hugo Gordon, um fadista outrora resgatado das ruas de Alfama, tornou-se a joia rara de Lisboa sob a asa da herdeira Juliette Hayes, que o moldou com um amor tão intenso quanto possessivo. Ele era o seu universo, submisso à sua adoração sufocante. Mas, numa noite fria e chuvosa, o seu mundo desabou quando Juliette, obcecada pelo novo surfista Leonel, o acusou de afastar o seu "novo brinquedo". De joelhos, tremendo, foi forçado a confessar uma mentira sob a ameaça impensável de Juliette: desligaria o suporte de vida da sua avó doente. A humilhação seguiu-se à dor: foi forçado a pedir desculpa a Leonel, a sua querida guitarra portuguesa foi brutalmente partida, e ele foi espancado na gala de caridade, com Juliette a assistir, impassível. O golpe final, porém, veio quando ela, para agradar Leonel, permitiu a morte da sua avó, a sua única família, arrancando a sua última vulnerabilidade. Como pôde o amor que ele nutria por ela ser tão facilmente esmagado? Como pôde a mulher que o tirou da sarjeta destruí-lo com tanta crueldade? A cada golpe, a cada lágrima não derramada, a questão ecoava: o que mais lhe seria tirado antes de tudo acabar? Naquele momento de desespero abissal, com o coração petrificado e a dignidade destroçada, Hugo Gordon morreu. No seu lugar, nasceu "Henrique Garcia", e uma determinação gélida: ia desaparecer, apagar Juliette Hayes da sua vida para sempre e, acima de tudo, nunca mais ser a vítima de ninguém.”