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O Silêncio da Guitarra Quebrada

Capítulo 3 

Palavras: 569    |    Lançado em: 08/07/2025

mor no campeão de surf", diziam as manchetes. As fotos mostravam-nos em jantares de luxo, em eventos de moda, Juliette

rava-se de como Juliette costumava fazer o mesmo por ele. A mesma adoração pública, os mesmos

Ele sentou-se ao lado da sua cama no lar de idosos, segurando a sua mão frági

le. "Vou encontrar um lugar para

seus planos, sabendo que ela não o podi

do e colocou-os em caixas para vender. Ele queimou as fotografias, as cartas, qualquer lembrança do seu amor. A única coisa que ele não con

eado por caixas e memórias, qua

nel entraram,

azer?" perguntou Julie

," respondeu Hugo, calm

rtuguesa, que estava pousada no sofá. "Essa guitarra é bonit

rra e depois para Hugo. "Dá

rcorrer-lhe a espinha.

migo, Hugo. É ap

as não é apenas um objeto, pois não? É a tua precios

arra antes que Hu

" disse Hugo

a guitarra contra a beira da mesa de mármore. O s

para os destroços do seu inst

o de Hugo, fazendo-o cair de joelhos. "Ele atacou-me, Juliette! Ele

hou para Hugo, caído e a lutar

caminhou até ele e deu-lhe um pontapé nas costela

ndo a dor física misturar-se com a dor da sua alma partida. A mulher que el

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O Silêncio da Guitarra Quebrada
O Silêncio da Guitarra Quebrada
“Hugo Gordon, um fadista outrora resgatado das ruas de Alfama, tornou-se a joia rara de Lisboa sob a asa da herdeira Juliette Hayes, que o moldou com um amor tão intenso quanto possessivo. Ele era o seu universo, submisso à sua adoração sufocante. Mas, numa noite fria e chuvosa, o seu mundo desabou quando Juliette, obcecada pelo novo surfista Leonel, o acusou de afastar o seu "novo brinquedo". De joelhos, tremendo, foi forçado a confessar uma mentira sob a ameaça impensável de Juliette: desligaria o suporte de vida da sua avó doente. A humilhação seguiu-se à dor: foi forçado a pedir desculpa a Leonel, a sua querida guitarra portuguesa foi brutalmente partida, e ele foi espancado na gala de caridade, com Juliette a assistir, impassível. O golpe final, porém, veio quando ela, para agradar Leonel, permitiu a morte da sua avó, a sua única família, arrancando a sua última vulnerabilidade. Como pôde o amor que ele nutria por ela ser tão facilmente esmagado? Como pôde a mulher que o tirou da sarjeta destruí-lo com tanta crueldade? A cada golpe, a cada lágrima não derramada, a questão ecoava: o que mais lhe seria tirado antes de tudo acabar? Naquele momento de desespero abissal, com o coração petrificado e a dignidade destroçada, Hugo Gordon morreu. No seu lugar, nasceu "Henrique Garcia", e uma determinação gélida: ia desaparecer, apagar Juliette Hayes da sua vida para sempre e, acima de tudo, nunca mais ser a vítima de ninguém.”