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A Canção Silenciosa do Divórcio

Capítulo 1 

Palavras: 814    |    Lançado em: 09/07/2025

e o ar salgado do mar entrava pela jane

estava deitada na cama, de costas para ele. O seu corpo, uma si

o hesitou por um momento a

nes

e ligeiramente

nathan. Tive um di

lpa de sempre. Nos três anos de casamento, a intimidade entre eles tinh

dos, Vanessa.

rompeu, o tom agora com uma ponta de i

la garganta. Ele mordeu o lábio, recuando. A sua digni

Isto não podia continuar. Ele tinha abandonado a sua vida, a sua família rica em Lisboa, o seu fut

Vanessa tinha saído. Era um ritual quase noturno, ela saía par

correr, pegou nas chav

o dela a percorrer as ruas tranquilas da cidade cos

lua iluminava a sua figura enquanto ela saía do carro. Era tão bonita, tão elegan

Hugo Contreras. O artista boêmio que Vanessa lhe ti

us braços e a beijava com uma paixão que Jonathan nunca tinha conhecido. As mãos dela percorri

elada. Tudo fazia sentido agora. O dista

primeiros modelos, grande e pesado,

ina? S

e surpresa. E

casamento acabou. Preciso que comeces a procurar. Alguém adeq

do outro lado da linha. "J

ois. Apenas faz

e responder. A decisão estava tom

nto urbano quando a porta se abriu de repente. Era Vanessa. E ao lado

a, a voz cheia de uma urgência que ele agora sabia ser

-se sobre ele. A ironia era esmagadora. Ele, o marido t

tura dele, o olhar dela cheio de uma preocupação que ela nunca lhe tinha mostrado. Hugo olhou p

erguntou Jonathan, a sua v

ontravam os dele. "Ele estava a ajudar-me a mover uma

ia que era uma mentira. Ele tinha-os visto na noite an

r a fazer mais perguntas. "Ele é... um grande amigo. O vi

do. Ele viu-o pelo que ele era: um manipulador. E a sua esposa, a mulher por quem

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A Canção Silenciosa do Divórcio
A Canção Silenciosa do Divórcio
“A noite abafada do Algarve não trazia alívio para Jonathan Gordon. O seu casamento de três anos com Vanessa Hayes desvanecia-se num vazio gélido. Ele tinha largado tudo em Lisboa – a sua família abastada, o futuro como herdeiro da Construtora Gordon – por um amor que se revelava uma mentira. O som suave da porta da frente a fechar-se, um ritual noturno para "apanhar ar fresco" , desta vez quebrou algo nele. Jonathan seguiu-a, mantendo distância, até que o carro dela parou. E então, viu. O artista boémio, Hugo Contreras, beijava Vanessa com a paixão que Jonathan nunca conhecera. O choque inicial deu lugar a uma fúria gelada. Tudo fazia sentido agora: o distanciamento, as desculpas, a vida secreta. A humilhação era insuportável. Ele tinha sido traído, não apenas no corpo, mas na própria alma. No dia seguinte, Vanessa e Hugo surgiram no seu escritório, ele a gemer teatralmente de dor. Ela, com uma urgência que Jonathan sabia ser falsa, implorava ajuda para o amante. Dias de manipulação, mentiras e encenações dolorosas se seguiram. Hugo, com a cumplicidade de Vanessa, orquestrava ferimentos falsos, um falso envenenamento, um sequestro encenado. Tudo para vilipendiar Jonathan, que via a mulher que amava acreditar nas acusações mais vis contra ele. Até foi forçado a doar o seu sangue para salvar a vida do amante dela. Eles falsificaram uma gravação, usando a voz de Jonathan cortada e editada para o incriminar. Vanessa, com fúria nos olhos, esbofeteou-o e atirou-o contra a cabeceira da cama do hospital. Ela acreditou em tudo, sem hesitação. Naquele momento, perante o sangue na sua mão e a rejeição total de Vanessa, Jonathan sabia. Não importava se ela acreditava nele. O seu coração estava oco, a sua vida antiga tinha terminado. Jonathan regressou a Lisboa, determinado a construir uma nova vida, livre das sombras do passado e da mulher que o tinha destruído.”