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A Canção Silenciosa do Divórcio

Capítulo 2 

Palavras: 602    |    Lançado em: 09/07/2025

z urgente a quebrar o silêncio tenso no escritório. "Jonath

nte. Ele sentiu uma vontade avassaladora de rir. Discutir o res

de Hugo era apenas uma pequena entorse, exagerada para

oisa," começou ela, a voz baixa e consp

hou para el

que faleceu. A criança não está registada em nome dele e ele precisa de estar casado para conseguir

forma teatral. Ele ajoelhou-se à frente de Jon

o que me resta dela. Eu não te peço que me perdoes,

no ombro de Hugo, olhando para J

vras a saírem como um sussurro cruel. "Mas ele pode ajudar

o que eles tinham discutido com médicos, algo que tinha pesado sobre o casamen

inha quando mentia descaradamente. Naquele instante, toda a esperança que ele ainda pudesse ter, por mais pequena qu

gelado formou-se nos

para ele, chocados com

," continuou Jonathan, a sua voz cortante c

ou-se p

o braço, a sua expressão agora confusa, t

e dela. O cheiro do perfume dela, misturado com o

a e cheia de uma raiva que ele mal con

assinaram os papéis do divórcio em silêncio. As canetas arranhavam o papel, o ú

iado brilhante, demasiado alegre. Ele sentiu

sse ele, sem olhar para el

i, de pé no passeio, a ver o seu passado a desaparecer pela estrada fora. Ele não

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A Canção Silenciosa do Divórcio
A Canção Silenciosa do Divórcio
“A noite abafada do Algarve não trazia alívio para Jonathan Gordon. O seu casamento de três anos com Vanessa Hayes desvanecia-se num vazio gélido. Ele tinha largado tudo em Lisboa – a sua família abastada, o futuro como herdeiro da Construtora Gordon – por um amor que se revelava uma mentira. O som suave da porta da frente a fechar-se, um ritual noturno para "apanhar ar fresco" , desta vez quebrou algo nele. Jonathan seguiu-a, mantendo distância, até que o carro dela parou. E então, viu. O artista boémio, Hugo Contreras, beijava Vanessa com a paixão que Jonathan nunca conhecera. O choque inicial deu lugar a uma fúria gelada. Tudo fazia sentido agora: o distanciamento, as desculpas, a vida secreta. A humilhação era insuportável. Ele tinha sido traído, não apenas no corpo, mas na própria alma. No dia seguinte, Vanessa e Hugo surgiram no seu escritório, ele a gemer teatralmente de dor. Ela, com uma urgência que Jonathan sabia ser falsa, implorava ajuda para o amante. Dias de manipulação, mentiras e encenações dolorosas se seguiram. Hugo, com a cumplicidade de Vanessa, orquestrava ferimentos falsos, um falso envenenamento, um sequestro encenado. Tudo para vilipendiar Jonathan, que via a mulher que amava acreditar nas acusações mais vis contra ele. Até foi forçado a doar o seu sangue para salvar a vida do amante dela. Eles falsificaram uma gravação, usando a voz de Jonathan cortada e editada para o incriminar. Vanessa, com fúria nos olhos, esbofeteou-o e atirou-o contra a cabeceira da cama do hospital. Ela acreditou em tudo, sem hesitação. Naquele momento, perante o sangue na sua mão e a rejeição total de Vanessa, Jonathan sabia. Não importava se ela acreditava nele. O seu coração estava oco, a sua vida antiga tinha terminado. Jonathan regressou a Lisboa, determinado a construir uma nova vida, livre das sombras do passado e da mulher que o tinha destruído.”