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A Canção Silenciosa do Divórcio

Capítulo 4 

Palavras: 605    |    Lançado em: 09/07/2025

ara no rosto dela, e soube que tinha de sair d

ora," disse el

caminhou em d

tou Vanessa, tentand

como se fosse veneno e saiu,

te a escorrerem-lhe pelo rosto. Ele encostou o carro numa falésia com vista para o mar e chorou. Cho

nos projetos, nos planos, em qualquer coisa que nã

e no seu escritório, o ro

os. "Ele está em casa, com febre. Tu és arquiteto

sou arquiteto, Vanessa. Não sou médico.

os. A tua família é dona de hospitais! É o mínimo

almente explodiu. "Ele está na minha casa,

a suavizar-se numa tentativa de manipulação. "Não quero

um som amargo e oco. "Tu preoc

e. Ela agarrou-o pelo braço e puxou-o para

forma imprudente, cantando pneus nas curvas,

a minha casa, e agora queres que eu seja o médico dele? O q

responder, ouviram u

ram Hugo no chão da casa de banho, n

itou Vanessa

íno. Ela e Jonathan levaram-no para o hospital, a

tava certo. A cor do "sangue" era demasiado escura, o chei

ntro, ele "acordou" e apontou

a. "Ele envenenou-me. Havia umas

do teu casaco," disse ela, a voz a tremer. "Eu vi um pequeno

o tinha sido plantado. Ele sabia que tudo era u

"Depois de tudo, depois de três anos, tu olhas para mi

foi a resposta mais dolorosa d

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A Canção Silenciosa do Divórcio
A Canção Silenciosa do Divórcio
“A noite abafada do Algarve não trazia alívio para Jonathan Gordon. O seu casamento de três anos com Vanessa Hayes desvanecia-se num vazio gélido. Ele tinha largado tudo em Lisboa – a sua família abastada, o futuro como herdeiro da Construtora Gordon – por um amor que se revelava uma mentira. O som suave da porta da frente a fechar-se, um ritual noturno para "apanhar ar fresco" , desta vez quebrou algo nele. Jonathan seguiu-a, mantendo distância, até que o carro dela parou. E então, viu. O artista boémio, Hugo Contreras, beijava Vanessa com a paixão que Jonathan nunca conhecera. O choque inicial deu lugar a uma fúria gelada. Tudo fazia sentido agora: o distanciamento, as desculpas, a vida secreta. A humilhação era insuportável. Ele tinha sido traído, não apenas no corpo, mas na própria alma. No dia seguinte, Vanessa e Hugo surgiram no seu escritório, ele a gemer teatralmente de dor. Ela, com uma urgência que Jonathan sabia ser falsa, implorava ajuda para o amante. Dias de manipulação, mentiras e encenações dolorosas se seguiram. Hugo, com a cumplicidade de Vanessa, orquestrava ferimentos falsos, um falso envenenamento, um sequestro encenado. Tudo para vilipendiar Jonathan, que via a mulher que amava acreditar nas acusações mais vis contra ele. Até foi forçado a doar o seu sangue para salvar a vida do amante dela. Eles falsificaram uma gravação, usando a voz de Jonathan cortada e editada para o incriminar. Vanessa, com fúria nos olhos, esbofeteou-o e atirou-o contra a cabeceira da cama do hospital. Ela acreditou em tudo, sem hesitação. Naquele momento, perante o sangue na sua mão e a rejeição total de Vanessa, Jonathan sabia. Não importava se ela acreditava nele. O seu coração estava oco, a sua vida antiga tinha terminado. Jonathan regressou a Lisboa, determinado a construir uma nova vida, livre das sombras do passado e da mulher que o tinha destruído.”