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Não Sou Mais Sua Sobra

Capítulo 3 

Palavras: 531    |    Lançado em: 09/07/2025

hando a porta atrás de si. Ele tentou se ap

uplicante. "Eu bebi demais, não sei o que deu em mim.

do não apenas o pouco que comi na festa, mas toda a amargura e o nojo que sentia. Cada palavra gentil que ele já me dissera, cada a

ula, ele ainda estava lá, me olhando

os ao médico", ele dis

mim", sibilei, m

o tinha um centavo em meu nome. Dona Celeste e João me fizeram largar meu emprego logo que nos casamos, dizend

urrava promessas de amor eterno. Era tudo tão superficial, tão vazio. Ele achava que podia comprar meu perdão, apagar a trai

percorreu minha espinha. Comprei um teste de farmácia em segr

ta de mim. Esse filho não seria criado naquela casa de mentiras. Essa criança era minha, e eu

ão, quando ouvi risadas vindas do quarto de Patrícia, que ficava ao lado do

cia. Em cima dele, estava um porta-retrato que eu conhecia bem. Era uma foto minha e de João, do nosso casamento. Mas meu rosto havia sido riscado com caneta preta, um rabisco violento que me obliterava da imagem. O vidro do porta-retra

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Não Sou Mais Sua Sobra
“A festa de aniversário da minha sogra, Dona Celeste, era um inferno de barulho, risadas forçadas e o cheiro pesado de perfume e fritura. Eu me movia como uma autômata, oferecendo salgadinhos, enquanto meus olhos buscavam João, meu marido, e o encontravam onde ele sempre estava ultimamente: ao lado de Patrícia, minha cunhada. Eles sussurravam, riam, e a mão dele pousava com uma intimidade que nunca me era concedida. Eles eram uma bolha, um segredo, e eu, uma estranha na minha própria vida. "Maria da Graça, os copos acabaram na mesa de bebidas", a voz ríspida de Dona Celeste cortou o ar, e eu obedeci. Então, vi João se aproximar de Patrícia com duas taças de champanhe, oferecendo uma a ela com o mesmo sorriso que um dia me conquistou. Ele não me ofereceu nada, nem me olhou, como se eu fosse invisível. A dor foi uma pontada seca no peito. Mais tarde, um tio bêbado de João se sentou ao meu lado e, sem querer, revelou a verdade brutal: eu não era o amor da vida dele, mas o consolo, a substituta que apareceu na hora certa, depois que Patrícia o partiu ao meio. O mundo desabou quando, escondida, vi João segurar o rosto de Patrícia nas mãos, beijá-la com uma paixão que eu nunca havia provado e sussurrar: "Eu te amo, Patrícia. Eu sempre te amei. Você nunca devia ter ido embora." A traição era uma negação da minha existência, e minha mente se apagou, substituída por uma fúria cega. Meu filho, nosso filho, tinha sido apenas uma farsa. Quando vi Patrícia na cozinha, rindo, com meu chaveiro em forma de coração em suas mãos, dizendo que eu era a "sobra", eu soube que nada seria como antes. Eu não era mais a vítima. Aquele chaveiro, um símbolo do que eu pensava ser amor, voou para o lixo. Pela primeira vez em anos, senti um arrepio de liberdade. Maria da Graça, a ingênua, tinha morrido. E das cinzas, eu sabia que algo novo nasceria, com ou sem eles.”
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