como um lenço
É exatam
, limpa sujeira, engole o que ninguém quer mostrar. Depoi
rmia há meia hora. Penso nisso enquanto vejo o cheiro dele grudado em
ior: sou eu mesma que me dobro, me amarro, me of
que vou dizer "não", que vou desligar o celular, sumir, desaparecer. Mas basta ele me mand
arpete manchado e lençol que fede a perfume de lavanderia misturado com
ho pro o teto, conto as rachaduras em volta da luminária velha. Tento não pensar no viva-voz
erta, porque eu nunca desfazo completamente. Vai que ele resolve ir
pete. Me olha como se eu fosse um prêmio, mas eu sei que não
da assim
borrada, marca vermelha no pescoço de tanto b
celular. Faz o teatrinho todo de novo:
viu? Amanhã encerro tud
meu agora. O maldito cachorro que é quase um fil
arinho distraído como se eu fosse parte da mobília. Às vezes me pergu
desculpa, um comentário sobre como "não gosto de mentir
ja minha boca, como se dissesse: "
Eu semp
rpo quente, úmido ainda, contra o meu. E eu deixo. Deixo
l. Penso em quantas vezes já vivi essa cena: eu deitada num quarto qualquer, e
o, toda iluminada, mas pra mim parece escura, opaca. Eu vejo prédios, carros passando, gente vivend
por reflexo. O corpo mente junto com ele. Às
a. Eu queria gravar isso, pra passar de madrugada
o. Algum bairro comemorando alguma coisa. Um aniversário? Um casamento? Não
na janela como se fosse parte do vidro. Por um segundo tenho vontade de abrir, me atirar l
de novo. Sorriso satis
meu amor. Logo a g
. Dou risada, mordo o
rom
rom
a contar tudo pra Rebeca em janeiro". Janeiro virou março. Março virou julho.
em cima da minha barriga. Eu fico acordada, ouvindo o ar-condi
e não chorava por homem casado, que viajava sozinha, que pagava suas próprias conta
a, cansada, olhando Campinas por uma
ensagem da Carla, mi
a, tá
ou dizer? Que tô vivaua no frigobar, sento na poltrona perto da janela. Olho as luze
e dente, uma calcinha extra. Minhas armas p
s. Várias frases copiadas e coladas. "Eu amo você." "Logo a
erente que sou
me encontra sentada, olhando o nada. El
ega numa xícara de plástico. Sorri como se fosse rom
pergunta, com a car
da bem, Fábio, quero cuspir café na cara d
á ó
carinho em um bicho de estimação. Eu quase ron
muda, tá? Co
ele usar meu corpo de novo, ali mesmo, em cima da c
a guerra. Perfume, camisa passada, celular carregado. Ele a
meu amor. Lo
car em silêncio. Eu respiro fundo, olho o quarto vazi
Minha dignidade fica ali
ço do balcão nem me olha na car
a. Eu entro no Uber, apoio a cabeça no vidro. A cada quilô
eu sei: quem de
não tive
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