o bem com essa
vez que entro nesse quarto que não é meu, toda vez que escondo minha escova de den
pra baixo. Arde na minha garganta quando ele me chama de amor com aquela voz baixa que vira mentira assim que ele cru
erteza de que eu não sou prioridade de ninguém. Que não tem flores, não tem domingo, não tem caminh
e ele vai cumprir o que diz, que vai chegar o dia em que eu não vou mais precisar me escond
a só é minha. Pra ele, é recreio. Pra m
é o pior: aprendi a não sentir pra poder ficar. Aprendi a cala
asa e senta pra jantar, pensa em mim lavando o perfume dele do meu pescoço.
te. Mas enquanto eu não tiver coragem de abrir essa
ndo pra mim mesma que um dia eu vou me escol
sta nem perguntou se eu queria ajuda com a mala. Acho que até ele
tica - a mulher do quarto 512, que só aparece quando o homem casado decide. Pego a chave, sorrio
infectante barato. Sempre o mesmo cheiro. Reconheço de olhos fe
combinação ridícula que só fica sexy porque é ele. Só porque é proibido. S
da outra vez. Nem o serviço de quarto tem coragem de lavar. Olho a taça
ama, voz preguiçosa,
olto o cabelo. Vou. Sempre vou. Ele abre os braços, me encai
le diz, passando a
rio lá
rio que não passa nunca, nem quando ele me
fala baixinho, como se
mentir pra você.
va. De dó de mim. Mas eu só viro o rost
to também. É mais fácil. É quentinho
e fala do trânsito de São Paulo, fala do cliente chato, fala da Rebeca como se fo
toda borrada pelas gotas que escorrem no vidro. Eu també
cutuc
m vinho
o mesmo assim. Pego duas taças, mas uma ainda tá suja na pia. Passo água, limpo na toal
pra ele. Ele
osso f
ico, num quarto que nem é nosso, numa desculpa de trabalho
u passo a mão no cabelo dele, penso em como seria se fosse de verdade. Ele na minha cama, na m
ase dormindo. Fala
or. Eu juro. Não aguent
, duas, três. Sempre essas rachadura
um Uber, sumir. Mas não levanto. Eu fico. E amanhã vou c
se eu quisesse, dava pra filmar. Fazer prova. Mandar pra Rebeca, pra mãe de
, se vou no aniversário da Ana. Respondo emoji de coração. Nada
tudo muda." "Eu te amo." "Ela não entende." Tudo igual desde janei
de pela janela. Luzes piscando, carros passando, gente vivendo. Eu
a. Vira pra mim, sorri c
cordad
de vinho já virou gosto de mentira. Ele me beija devagar, como se
pro barulho. Eu olho pro teto o tempo todo, tentando não pen
o tud
o tudo muda. Repito isso na cabeça,
da cama, com as costas nuas, segurando o lençol no peito.
se a Rebeca vê uma mensagem? E se minha mãe atende meu celul
não me faz sair. Me faz ficar.
o dente com a escova que carrego na bolsa - a escova da amante. Passo desod
tá feliz?" pergunto ba
a cabeceira, mexendo no celular. Quando me vê,
de no peito
do muda,
Queria mesmo. Mas dentro de mim, uma
a minha testa, faz promess
fia e
to de
onf
o cabelo. Parece que vai pra uma reunião importan
a, assisto tudo. Ele me olha, diz que
, tá? Logo
rta bater. O quarto fica m
mensagem. Ninguém me pro
alcinha, guardo batom, guardo minha
paz da recepção finge qu
abalhar, gente indo viver. Eu dentro do carro
Logo tudo muda
u finjo que não ouço, uma voz su
uma promessa pra l
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