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Tarde demais para o perdão dele

Capítulo 3 

Palavras: 683    |    Lançado em: 23/09/2025

ista: Auro

mir. Virei-me para sair, precisando escapar do calor sufocant

ra, e

arou na porta, sua e

arar. "Aquele sobre regeneração celular degenerativa. A tese final d

. Não era apenas meu rim. Não era apenas

uas provas online. Ela colhia as recompensas - as bolsas de estudo, os prêmios, os elogios de nossos pais orgulhosos - enquan

ço, seu toque uma estranha mistura de súplica e comando. "É só um trabalho. Sua irmã p

a fazer. Depois de d

a frágil e rachada. "Claro.

ceria com ela então, quando sua muleta fosse arrancada de debaixo del

tirou um pen drive do bolso. Meu pen drive. Aquele onde eu guardava

nejado tudo iss

um pequeno sorriso triunfante. Era um olhar

mo, tão terno, que pareceu um golpe físico. Uma raiva quente e furiosa se enrolou em meu

tras injustiças, todas as outras ofensas, to

aí do quarto. Eu já er

antigas e tirei a roupa de cama. Eu queria apagar qualquer vestígio de mim mesma, não deixar nada

fazendo ofegar e me agarrar à parede para me apoiar. Meu corpo estava falhand

O pensamento não era mais as

i Arthur, seu rosto uma máscara de fúria fria. Atrás dele estavam meus pa

Ele balançou o celular na minha cara. Na tela, havia um fórum acadêmico, meu

voz tremendo de raiva. "Você disse a todos q

online que sou uma fraude", ela lamentou. "Ela diss

fuzilando com o olhar por cima da cabeça de Anabela. "Vam

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Tarde demais para o perdão dele
Tarde demais para o perdão dele
“O homem que eu amava, o homem com quem eu ia me casar, me pediu para salvar a vida da minha irmã gêmea. Ele não olhou para mim enquanto explicava que os rins de Anabela estavam parando de funcionar completamente. Então, ele empurrou os papéis de anulação do noivado pela mesa. Não era apenas o meu rim que eles queriam. Era o meu noivo também. Ele me disse que o último desejo de Anabela era se casar com ele, mesmo que por um único dia. A reação da minha família foi brutal. "Depois de tudo que fizemos por você?", minha mãe berrou. "Anabela salvou a vida do seu pai! Ela deu um pedaço de si mesma! E você não pode fazer o mesmo por ela?" Meu pai estava ao lado dela, com o rosto sombrio. Ele me disse que se eu não fizesse parte da família, eu não pertencia à casa dele. Eu estava sendo expulsa. De novo. Eles não sabiam da verdade. Não sabiam que, cinco anos atrás, Anabela drogou meu café, me fazendo perder a cirurgia de transplante do nosso pai. Ela tomou o meu lugar, surgindo como uma heroína com uma cicatriz falsa, enquanto eu acordava em um hotelzinho barato na beira da estrada, taxada de covarde. O rim que pulsava dentro do meu pai era meu. Eles não sabiam que eu só tinha mais um rim. E certamente não sabiam que uma doença rara já estava devastando meu corpo, me dando apenas alguns meses de vida. Arthur me encontrou mais tarde, com a voz rouca. "Escolha, Aurora. Ela, ou você." Uma calma estranha tomou conta de mim. O que mais importava? Olhei para o homem que um dia me prometeu a eternidade e concordei em assinar minha sentença de morte. "Tudo bem", eu disse. "Eu faço."”
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