“Por sete anos, trabalhei como limpadora de cenas de crime, esfregando a morte para salvar a vida do meu filho. Finalmente juntei os R$ 1.250.000 para o tratamento experimental que curaria sua rara doença genética. Mas, ao chegar no hospital, ouvi meu namorado, Beto, conversando. Não era sobre uma cura. Era um "experimento social", um teste de sete anos para provar que eu não era uma interesseira. Meu filho nunca esteve doente. Minha melhor amiga estava no meio de tudo, rindo. Então ouvi a voz do meu filho. "Não quero que a mamãe fedida volte. Quero a tia Júlia. Ela tem cheiro de biscoito." Eles me humilharam na escola dele, me chamando de faxineira desequilibrada. Meu filho apontou para mim e disse a todos que não me conhecia, enquanto o homem que eu amava me arrastava para longe, me acusando de ser uma vergonha. Meu amor não era amor; era um dado estatístico. Meu sacrifício não era um sacrifício; era uma performance. Eles viraram meu próprio filho contra mim para o seu jogo doentio. Eles achavam que estavam testando uma faxineira pobre e simplória. Eles não sabiam que ele era Bernardo Yates, herdeiro de uma dinastia bilionária. E não faziam ideia de que eu era Alina Diniz, da família Diniz. Peguei o telefone e liguei para meu irmão. "Estou voltando para casa."”