“Por três anos, meu marido, Caio Mendonça, teve disfunção erétil. Ou pelo menos foi o que ele me disse. Fui eu quem o tirou de um acidente de carro em chamas, e este casamento foi sua promessa de valorizar as mãos que o salvaram. Mas esta noite, eu o ouvi conversando com minha cunhada, Júlia. Ele confessou que sua condição era uma mentira para evitar me tocar, e que ele sempre a amou. Nosso casamento era apenas uma farsa para agradar seu avô. As traições continuaram. Ele alegou que foi ela quem o salvou. Ele me abandonou durante um deslizamento de terra para resgatá-la. Quando acordei no hospital com as costelas quebradas, ele me pediu para doar pele da minha perna para consertar um arranhão no rosto dela. Ele queria mutilar meu corpo pela mulher que roubou minha vida, a mulher que carregava seu filho secreto. Meu amor era um fardo, meu sacrifício uma piada da qual eles riam pelas minhas costas. Então, descobri a verdade final e esmagadora: nossa certidão de casamento era falsa. Eu nunca fui sua esposa, apenas um tapa-buraco. Naquela noite, peguei meu celular e liguei para a única pessoa de quem ele me avisou para ficar longe. "Alex", sussurrei, minha voz embargada. "Preciso ir embora. Você pode me encontrar na Europa?"”