“Oito anos atrás, meu marido, Heitor, me incriminou por um acidente de carro que me custou minhas pernas, meus pais e meu filho que ainda não havia nascido. Ele fez tudo isso para proteger outra mulher, sua amiga e protegida política, Isabela. Ele me jogou na prisão por três anos, usando a vida frágil da minha mãe como moeda de troca para me manter em silêncio e obediente. Eu era sua marionete, uma bailarina quebrada cuja única fuga era a dor fantasma de uma dança que eu não podia mais executar. Depois que fui solta, destruída e sozinha, ele se ajoelhou diante de mim no palco do meu retorno, confessando tudo para uma plateia ao vivo. Ele admitiu que forjou as fotos explícitas que arruinaram meu nome e que foi Isabela quem me atropelou com o carro dela. Ele disse que fez tudo por amor, um amor doentio e possessivo que destruiu tudo o que tocou. Mas sua confissão teve um preço. Ele já havia matado Isabela. E enquanto era sentenciado à morte, ele fez um último pedido: me ver.”