“Eu fui a esposa perfeita para meu marido produtor, Bruno, suportando sua frieza e seus casos por uma única razão: sua promessa de lançar o cancioneiro inestimável do meu falecido pai. Então, em uma festa lotada da indústria musical, eu o vi beijar sua amante e protegida, Stéfany, para que todos vissem. A humilhação me fez desabar, e eu acordei em uma cama de hospital com uma verdade chocante: eu estava grávida. Bruno usou nosso filho ainda não nascido como uma coleira, bancando o marido dedicado enquanto secretamente continuava seu caso. Sua amante ficou mais ousada, invadindo nossa casa depois de me provocar com fotos dela e de Bruno em Lisboa. "Esse bebê é só mais um obstáculo", ela sussurrou, seus olhos cheios de ódio enquanto se lançava contra mim. Na briga, ela me empurrou pela nossa grande escadaria. A queda foi um borrão de baques surdos e uma dor aguda e lancinante. Eu perdi meu filho. A única coisa que me prendia a ele se foi, roubada por sua crueldade e pelo ciúme dela. Os anos de suas mentiras e meu sofrimento silencioso se cristalizaram em um único e frio propósito. Quando Bruno se ajoelhou ao lado da minha cama no hospital, soluçando e implorando por perdão, eu não senti nada. Apenas peguei o telefone e liguei para minha advogada. "Eu quero o divórcio", eu disse, minha voz como gelo. "E vou tomar de volta tudo o que é meu."”