“Eu estava no ateliê, vestida de branco, quando o mundo desabou: a organizadora ligou pedindo para confirmar a mudança no nome da noiva, de Fátima Soeiro para Thalita Mata, a ex-namorada do meu noivo. Gilberto, o homem que sustentei e amei por sete anos, estava usando meu dinheiro e meu planejamento luxuoso para realizar o "último desejo" da amante, que alegava estar à beira da morte. Ele teve a audácia de me pedir para adiar nosso casamento por uma suposta "conferência importante", enquanto planejava subir ao altar com ela na mesma data e no mesmo local que eu paguei. Ouvi ele dizer aos amigos que eu era apenas sua "base segura", a idiota que pagava as contas, enquanto Thalita era o amor de sua vida. Ele ria da minha ingenuidade, crente de que eu esperaria por ele como um cachorro fiel enquanto ele brincava de casinha com outra. Mas ele não sabia que eu tinha ouvido tudo. Engoli o choro, fingi aceitar o adiamento com um sorriso frio e fiz a ligação que mudaria meu destino. "Vovô, eu aceito. Quero me casar com Tadeu Weber." No dia da cerimônia, Gilberto esperava celebrar seu amor proibido em paz. O que ele não esperava era me ver entrando no salão anexo, deslumbrante, para me casar com um Delegado Federal impiedoso, transformando o dia de glória dele em seu completo funeral social.”