“Meu marido era o único neurocirurgião de plantão capaz de salvar minha mãe de um AVC, mas ele desligou o telefone na minha cara. Ele disse que estava ocupado demais procurando a gata da ex-namorada no meio de uma tempestade e que eu deveria parar com meus "dramas". Enquanto ele posava de herói para ela, minha mãe morreu sozinha, esperando por um socorro que ele negou. Quando exigi o divórcio no dia seguinte, ele riu e levou a ex e a gata ao cartório para me humilhar. Ao ver a certidão de óbito, ele me acusou de falsificação e, num acesso de raiva, me empurrou contra uma mesa de vidro. Foi quando senti o sangue quente escorrer pelas minhas pernas. Ali, no chão frio, perdi o bebê que eu carregava em segredo, o último fio de esperança do nosso casamento. Só quando a médica confirmou a morte da minha mãe e o aborto é que Gabriel desabou, ajoelhando-se e implorando perdão. Mas já era tarde demais. Olhei para ele sem derramar uma única lágrima, peguei minha dignidade de volta e saí pela porta, deixando-o sozinho com a culpa que o assombraria para sempre.”