“Para vingar a morte do meu pai, fui forçada a casar com Heitor Mendes, o herdeiro implacável da família que o destruiu. Por cinco anos, vivi como sua "esposa de papel", uma sombra ignorada em uma gaiola dourada. Quando sua ex-namorada, Regina, voltou, ele a trouxe para nossa casa. A humilhação se tornou meu ar diário, até que o destino me pregou uma peça cruel: eu estava grávida. No mesmo dia em que perdi nosso filho, sozinha em um hospital, vi Heitor no corredor. Ele não estava lá por mim. Estava ao lado de Regina, cuidando dela com uma ternura que nunca me deu, enquanto ela fingia uma gravidez para garantir seu lugar. Naquele momento, meu coração se transformou em pedra. Com os papéis do divórcio que o enganei para assinar em mãos, embarquei para a Suíça, para uma nova vida e uma bolsa de estudos que ele sempre desprezou. Anos depois, ele me encontrou, arrependido e desesperado, implorando por perdão no meio de uma nevasca. "Eu perdi nosso filho sozinha, Heitor", eu disse, minha voz fria como o gelo ao nosso redor. "Você não tem o direito de compartilhar essa dor."”