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Bu Chuan Hua Ku Cha

4 Livros Publicados

Livros e Histórias de Bu Chuan Hua Ku Cha

O Preço do Meu Sacrifício

O Preço do Meu Sacrifício

Romance
5.0
O cheiro de desinfetante no hospital era forte, mas o que me atingia era o frio interno, dos meus órgãos parando. O médico olhou para mim e depois para Isabella, minha namorada, com uma expressão grave. "A intoxicação alcoólica aguda causou falha renal. O único rim que ele tem está entrando em colapso." Isabella, por quem doei um rim há um ano, nem me olhou. Lixava as unhas, entediada. "E daí? Ele nem aguenta umas bebidas a mais para ajudar o Carlos a fechar um negócio? Pra que serve esse pobretão?" Eu via tudo, não podia gritar que o rim que falhava era o único que me restava, o outro estava nela. Minha sogra, Sra. Helena, a única que me amava, entrou correndo, os olhos inchados. Ela implorou a Isabella para assinar os papéis da cirurgia de emergência. Isabella pegou o documento, riu e o jogou no lixo. "Deve ser mais um truque sujo dele para me conquistar." Sra. Helena, desesperada, ajoelhou-se no chão frio, humilhando-se pela minha vida. Isabella, furiosa, gritou que não se lembrava de me amar, que amava Carlos, e fez os seguranças arrastarem Sra. Helena para fora. A amnésia dela era uma farsa. Ela me usou como "escudo de bebida" para Carlos, esperando se livrar de mim depois. Mas subestimou minha capacidade de morrer. Comecei a perder a visão. Minha alma se desprendeu do corpo. Eu flutuava perto do teto, vendo meu próprio rosto pálido e Isabella mandando mensagem para Carlos. Relembrei o dia da doação do rim. Eu daria minha vida por ela e, de fato, dei. Meus sonhos de ser arquiteto, sacrificados. O médico retornou. "O coração dele está parando. É a última chance." Isabella disse, com desdém: "Já disse que não. Ele não é nada para mim. Deixem-no em paz." O médico, chocado, sabia do rim. A história do meu sacrifício era conhecida. Agora, terminava de forma sórdida. Minha alma era uma testemunha impotente da minha própria morte, orquestrada por ela. A linha do monitor cardíaco, antes viva, tornou-se reta. "Hora da morte: 23h42" , disse o médico, desligando o monitor. Lá fora, Sra. Helena implorava para entrar, para me salvar, mas foi impedida. "A acompanhante responsável nos deu ordens claras. Não podemos fazer nada." Ela buscou ajuda administrativa, mas o poder de Isabella e Carlos já havia tomado conta do hospital. Desesperada, Sra. Helena pegou o celular para chamar a polícia. Uma sombra surgiu atrás dela. Carlos. Ele a agrediu violentamente, socando-a e chutando-a, enquanto me difamava, chamando-me de "peso morto" . Minha alma se contorcia de raiva. Eu era um espectro, incapaz de defender a única pessoa que se importava. Carlos destruiu o celular dela, quebrando a última chance de ajuda. Ela cuspiu, ensanguentada: "Você... você é um monstro." Ele riu, cruel. "Estou apenas limpando a bagunça. O Pedro já era." Ele a pegou pelos cabelos. "Ou talvez seja hora de você se juntar a ele." A ameaça era fria e mortal. Ele silenciaria qualquer um que chorasse por mim. Ele ligou para Isabella. "Sua mãe ficou completamente louca! Ela me atacou!" Vi Carlos arranhando a própria cara, sem soltar Sra. Helena. Isabella, impaciente, ouviu os murmúrios de sua mãe, a acusando. Carlos aumentou a pressão sobre Sra. Helena, que gemeu. Isabella, convencida de que ela enlouquecera, se apressou. Carlos escondeu Sra. Helena machucada sob um lençol. Isabella mandou tirar o lençol, desconfiada de um bracelete. Carlos inventou uma mentira grotesca: Sra. Helena tentava roubar joias de mim e caiu da escada. Isabella acreditou na farsa, e sua dúvida virou fúria. Ela chutou o amontoado sob o lençol. Um osso quebrou. "Sua ladra! Sua desgraça! Você é nojenta, mãe!" Minha alma gritava. A mulher que a criou estava sendo tratada como um animal. Carlos a arrastou como lixo, mas Sra. Helena esticou a mão em um último e desesperado ato de amor. Isabella voltou ao meu quarto. O cheiro de morte começava. "Pedro? Pare de brincar." Ela me tocou. Frio. Pânico. "Não era pra ser assim. Eu só queria... eu não queria isso." Em puro desespero, ela se esbofeteou. "O que eu fiz? O que eu fiz?" O arrependimento, tardio, era palpável. Mas um médico de Carlos entrou, sorrindo. "Morto? Não, ele é um ator. Ele diminui os batimentos. Maquiagem ajuda. Ele planejou tudo isso para você sentir culpa e voltar pra ele." A mentira, elaborada, extinguiu a centelha de humanidade em Isabella, substituindo-a por fúria. "Aquele... desgraçado! Ele se atreve a me enganar desse jeito?" Ela trancou a porta. "Não deixe ninguém entrar. Ninguém." Uma enfermeira correu. "Sra. Helena está em estado gravíssimo. Múltiplas fraturas, hemorragia interna. Não parece bom." Isabella franziu a testa. "Minha mãe é uma ótima atriz, assim como o Pedro. Deve estar fingindo." O celular de Isabella tocou. Carlos, fingindo estar doente. "Oh, meu amor! Onde você está? Estou indo para aí agora mesmo!" Ela correu, sem olhar para trás. Minha alma, pesada, encontrou Sra. Helena jogada em uma maca, esquecida. "Me perdoe. Tudo isso é minha culpa." Isabella chegou ao apartamento de Carlos, que gemia dramaticamente. Um médico particular, pago por Carlos, diagnosticou um "resfriado forte" . Carlos, mestre da manipulação, pediu Isabella em casamento. Ela hesitou: "Eu ainda sou casada com o Pedro." "Então nos livramos do papel. Ele já te traiu." Isabella ligou para o advogado, pedindo o divórcio, transformando meu fim em tortura psicológica. Isabella voltou ao meu quarto com os papéis do divórcio. "Acabou a peça, Pedro. Quero o divórcio." Ela me chutou, sacudiu, jogou água no meu rosto. Nada. O copo caiu. A negação dela se quebrou. Ela buscou um pulso. Nada. Pressionou o ouvido no meu peito. Nada. "Não... não. NÃO!" Um grito gutural. Ela caiu, olhando meu corpo. Ele não estava fingindo. Ele estava morto. E a culpa era dela. "Fui eu. Eu te matei." Ela se arrastou até a cama. "Seu rim… você me deu seu rim… e eu te matei." A verdade e a culpa a esmagaram. "Minha mãe..." Ela correu para a emergência. Sra. Helena estava entubada, cercada por monitores perigosos. "As lesões internas são graves. A fratura perfurou um pulmão. Estamos perdendo-a." Pânico genuíno. "SALVEM-NA! Não me importo com o custo!" Enquanto Sra. Helena era levada à cirurgia, Isabella tremeu. Se o médico de Carlos mentiu sobre mim, Carlos... "A queda... Não foi uma queda." Uma nova fúria. Ela marchou para a sala de segurança. "Mostre-me as gravações do corredor da emergência de ontem à noite." Ela viu Carlos agredir Sra. Helena. Viu Carlos mentindo para ela. E viu, com horror, ela mesma desferindo o chute final. O mundo de Isabella desmoronou. Ela era parte da crueldade. Suas mãos cerraram. "Carlos..." Ela sibilar o nome dele, e não havia amor, apenas a promessa de uma retribuição terrível.
Amor Reescrito: Trágica Redenção

Amor Reescrito: Trágica Redenção

Romance
5.0
A música alta da festa abafava, mas não calava as vozes ao meu redor. "Pedro, e aí? Você ainda gosta da Beatriz?" , uma amiga dela perguntou, o sorriso familiar me encurralando. Meus olhos voaram para Beatriz do outro lado da sala, sua presença uma força física. Forcei um sorriso, um que não chegava aos olhos: "Não gosto mais. Na verdade, estou prestes a me casar." Um estrondo de vidro quebrado cortou o silêncio. Era Beatriz, parada, os ombros tremendo, os olhos vermelhos fixos nos meus. Meu coração falhou. Seis anos. Eu poderia ter me casado com ela. Mas eu estraguei tudo. Todas as "perdas" dela, seus sofrimentos, foram planejados por mim. Fiz isso porque eu "despertei" e descobri: este mundo não era real, era a história de um romance trágico. Beatriz, a protagonista feminina de um final infeliz. João, o irmão dela, o protagonista masculino. E eu, Pedro, o vilão. Eu era o vizinho obcecado por amor, cuja função era criar obstáculos e morrer miseravelmente. Eu sempre a amei, desde criança sonhava em casar com ela. Até o Dia dos Namorados da faculdade. Vi Beatriz e João no campus, ela rindo, tirando uma folha do cabelo dele, comprando chocolates em formato de coração para… ele. Meu mundo em mil pedaços. O ciúme, feio e escuro, enraizou-se. A inocência morreu, substituída por uma obsessão sombria. Eu não conseguia aceitar que outro pudesse tê-la. Era ela, ou nada. Foi na festa de formatura dela que planejei: a drogando, levando-a para casa, para que João nos pegasse e ela fosse forçada a casar comigo. Eu a teria para sempre. Mas, quando ela me empurrou na cama, uma dor de cabeça explodiu. Luzes brancas piscaram. Vi meu futuro: casamento infeliz, ódio, raiva, uma briga, eu caindo da escada. Paralisado. Abandonado. Morrendo sozinho. Vi João. Ele nunca se casou, consumido pela culpa. Vi Beatriz. Definhar de culpa e ódio. Vi meu corpo, doente, na cama. Beatriz me odiando demais para se aproximar. Minha consciência flutuou. Uma voz me informou: Este mundo era um romance trágico, e meu egoísmo selou nosso destino. A dor cessou. Voltei. Com Beatriz me olhando. Lágrimas rolaram. Medo. Arrependimento. Horror. Eu não podia condená-la. Não podia nos condenar. "Beatriz, a gente não pode. Não podemos continuar com isso." Naquele momento, a porta do meu quarto se abriu com um estrondo: João e Clara. Todos viram: eu e Beatriz, desgrenhados, eu chorando. "O que você fez com ela, seu desgraçado?" , João rosnou. "Fui eu" , eu disse. "Eu. Eu coloquei droga na bebida dela." Silêncio mortal. João, fúria e incredulidade. Clara, nojo puro. "Isso é crime, Pedro. Você sabe disso, não sabe?" Eu sabia. Eu aceitei a punição. Mas Beatriz, com a voz fraca, se colocou na minha frente: "Não. Não foi culpa dele. Ele é só uma criança." A porta se fechou. Fiquei sozinho. Eu entendi. Para ela, eu era o garotinho que ela protegia. Aquele amor no campus? Amor de irmãos. Eu só distorci tudo com meu ciúme. Eu era o vilão e precisava desaparecer. Naquela noite, arrumei as malas. Deixei um bilhete. Antes do amanhecer, eu estava em um ônibus para São Paulo.
A Promessa Quebrada

A Promessa Quebrada

Moderno
5.0
Na noite em que fui nomeada melhor designer do ano, o meu marido, Pedro, não apareceu. Em vez disso, ele estava a celebrar o aniversário da sua ex-namorada, Sofia, que publicou uma foto deles abraçados, com a legenda "Obrigada, meu amor, por estares sempre aqui para mim". Enquanto eu segurava o meu troféu pesado, ele atendeu o meu telefonema, misturado com risos, impaciente e frio, e desligou-me na cara. Pouco depois, uma mensagem anónima confirmou o meu pior medo: "Não sabes? O pai da Sofia tem cancro terminal. O Pedro prometeu cuidar dela para sempre." Senti o meu mundo desmoronar-se, percebendo que a sua promessa de "amigo" era, na verdade, uma dedicação vitalícia, e eu, a sua esposa, era apenas um estorvo. Quando ele finalmente chegou a casa, depois da meia-noite, eu já tinha a mala feita. "Pedro, vamos divorciar-nos." As suas ações gritaram a verdade que ele negava: eu era sempre a segunda opção. Recusou-se a assinar os papéis, e a minha sogra, Ana, e o meu sogro, Tiago, tentaram interceder, pintando-o como uma vítima. Até a minha própria mãe, numa ligação rara e cheia de críticas, disse que eu estava a cometer um erro e que eu ficaria 'presa' como ela. Mas o divórcio não era um erro; era a minha libertação. Depois de anos a lutar sozinha por um casamento onde nunca fui prioridade, e enfrentando a hipocrisia de todos, percebi que não se pode lutar sozinho. "Não estou a deitar fora [cinco anos da minha vida]. Estou a recuperá-los." Foi nesse momento, sentindo-me completamente sozinha, que decidi que tinha de ser o suficiente. E por isso, levei-o a tribunal.