“Eu estava morrendo de uma doença terminal, mas meu marido, Rodrigo, achava que era só mais um dos meus joguinhos para chamar a atenção dele. Ele me odiava, convencido de que eu o havia traído anos atrás por dinheiro. Enquanto eu desabava em agonia, implorando para que ele me levasse ao hospital, ele agarrou meu queixo e sussurrou as palavras que despedaçaram meu mundo. "Eu nunca vou te perdoar. Eu espero que você... morra." Ele então me deixou no chão frio e correu para o hospital para ficar com seu verdadeiro amor, Carla, minha melhor amiga. Era com ela que ele se preocupava, era o coração dela que também estava falhando. Ele nunca soube que a "traição" que ele tanto desprezava foi, na verdade, meu sacrifício para salvar sua família da ruína. Ele nunca soube da profundidade do meu amor, um amor tão absoluto que nem mesmo sua crueldade conseguiu apagar. Então, quando os médicos me disseram que eu era perfeitamente compatível, fiz minha escolha final. Eu realizaria o desejo dele e daria meu coração para a mulher que ele amava.”