“Por treze anos, eu esperei pelo meu noivo, Bruno. Nosso casamento foi barrado noventa e nove vezes pelo conselho da família dele, ou pelo menos foi o que ele me disse. A cada vez, ele aceitava uma punição corporativa pública, bancando o mártir pelo nosso amor. Mas no dia da centésima votação, eu ouvi a verdade. O conselho tinha aprovado nosso casamento todas as vezes. Era ele quem sabotava tudo, inventando problemas para agradar sua manipuladora irmã adotiva, Carla. Naquela noite, numa "festa surpresa", ele a beijou com uma paixão que não me mostrava há anos. Quando o confrontei sobre as mentiras dela, ele me empurrou. Eu caí, minha cabeça se abriu na mesa de centro. Enquanto eu sangrava no chão, ele não me ajudou. Ficou parado, protegendo a irmã que chorava. "Peça desculpas para a Carla, Alina." Foi quando finalmente vi o homem fraco que ele era. Limpei o sangue do meu rosto, saí da vida que construímos e aceitei a proposta de casamento do maior rival dele.”