“Fui diagnosticada com um tumor cerebral terminal. Minha única esperança era um programa experimental de criogenia. Mas o maior obstáculo era o homem que eu amava em segredo: meu guardião, Miguel. Na noite em que decidi lutar pela vida, o mundo desabou. Miguel anunciou seu noivado com outra mulher. No dedo dela, brilhava o anel que eu desenhei para ele, um símbolo do nosso amor que nunca existiu. Sua noiva, Adriana, me acusou de fingir a doença para chamar sua atenção. E ele acreditou. "Seus sentimentos por mim são... doentios. Repugnantes." Ele me arrastou para o hospital, onde um laudo forjado provou minha "mentira", me declarando perfeitamente saudável. Como ele pôde? Para o homem que eu amava, eu era apenas uma farsa. A frieza em seus olhos doía mais do que o tumor que me consumia. No dia do meu aniversário, que era também o dia do seu casamento, ele me abandonou pela última vez. Com o coração destruído, entrei na cápsula de gelo para dormir para sempre, fugindo da sua crueldade e o libertando para ser feliz.”