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Você disse para eu morrer em silêncio, e eu morri

Capítulo 2 

Palavras: 788    |    Lançado em: 05/01/2026

ena

receptador às

os roubados para os soldados de baixo escalão. Ele ficou surpreso ao ouv

O casaco de chinchila que Dante me comprou depois de matar três homens e

disse a Marco. - E quero qu

é perigoso, Sra. Costello. Se o Chefe des

minha voz oca. - Ele não

marrada com elásticos, grossa o suficiente para engasgar um cavalo. P

ou. Uma notifica

no espelho de um banheiro. Ela usava um robe de seda, a mão repousando na pequena protuberânci

eta de

ã e salva. #SeuHer

us dutos lacrimais secaram

ulher feroz com brincos de argola e um canivete na bolsa. Ela era a única

erguntou, olhando para os c

. - Vamos dar um

omando. Dirigimos para a periferia, para um cemitério municipal tranquilo e

onando sua Range Rover. - O mausoléu dos Costello fica no Cemitério

vento cortou meu

r enterrada com

ue cheirava a naftalina. Paguei pelo lote em dinheir

eu disse. - Meu

lena, pare com isso. Dante vai matar todo mundo neste prédio se

u abdômen era um rugido surdo

mês de vida, Júlia.

ela. Ela parecia que e

elhores médicos. Vamos para a Suíça. Dant

para morrer em si

o. Ela tentou me arrastar de volta para o carro. -

as mãos. E

rrer como Helena Rossi. Não como a esposa estéril do Chefe.

to, arruinando sua maquiagem. Ela viu a dete

asgou. - Tudo bem, q

. Eu tinha um lugar para descansar onde a so

era uma faca se torcendo na minha barriga. Meus jo

! - Júli

me levar ao hospital da Família, onde eles relata

ouvi foi Júlia gr

ra casa, seu filho da p

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Você disse para eu morrer em silêncio, e eu morri
Você disse para eu morrer em silêncio, e eu morri
“A médica me disse que eu tinha trinta dias de vida. Exatamente dez minutos depois, meu marido me disse que sua amante estava grávida. Eu estava sentada na sala de estar de mármore frio da mansão dos Costello, observando Dante andar de um lado para o outro. Ele era o Chefe do Comando de São Paulo, o homem cujos ferimentos eu costumava costurar no banheiro de um conjugado quando não tínhamos nada. Agora, ele me olhava com olhos mortos. - A Lorena vai se mudar para cá - ele disse, casualmente. - Ela carrega o herdeiro. Você vai criá-lo. Ele tratou a destruição do nosso casamento como um acordo de negócios. Tentei falar sobre a dor que devorava minhas entranhas, o câncer em estágio IV que tornava o simples ato de ficar de pé uma agonia. Mas ele apenas revirou os olhos, chamando minha fraqueza de "ciúme" e meu silêncio de "teatrinho". Ele chegou a destruir nossa primeira casa - o esconderijo onde nos apaixonamos - para construir um quarto de bebê para ela. Quando finalmente perguntei: "E se eu estiver morrendo?", ele nem sequer fez uma pausa a caminho da porta. - Então morra em silêncio - ele disse. - Já tenho dores de cabeça demais por hoje. Então, eu o fiz. Queimei cada foto nossa. Assinei os papéis do divórcio. E fui a um cemitério municipal comprar um túmulo com meu nome de solteira, longe do mausoléu da família dele. Morri sozinha em um banco de pedra frio, exatamente como ele pediu. Foi só quando ele ficou de pé no necrotério, segurando minha mão esquelética e percebendo que eu não pesava nada além de ossos e luto, que o Rei de São Paulo finalmente quebrou. Ele encontrou meu diário no lixo, onde eu havia escrito minha última anotação: "Eu queria nunca ter conhecido Dante Costello." Agora, ele está de joelhos na terra, implorando por um perdão que nunca virá a uma lápide fria.”
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