“Na festa de noivado do meu "guardião", Afonso, ele ria enquanto a noiva dele derramava champanhe no meu vestido barato, zombando da minha ruína financeira. Humilhada e sufocada, fugi para a biblioteca escura, o único lugar onde pensei estar sozinha. Mas dei de cara com uma muralha de homem: Dalton. O bilionário mais temido da cidade e, pior, o pai da minha melhor amiga. Bêbada de desespero e querendo ferir o ego de Afonso, cometi a loucura de olhar nos olhos frios dele e implorar: "Case comigo. Eu preciso de um escudo." Eu esperava que ele risse ou me expulsasse. Em vez disso, ele caminhou até o cofre, tirou um papel e uma caneta pesada. "Assine," ele ordenou, com uma voz que fez o chão tremer. "Mas saiba que se sair por aquela porta comigo, não há volta." Acordei na cobertura dele com um anel de platina no dedo e 52 chamadas perdidas de Afonso. Quando meu ex-guardião me encontrou, tentou me arrastar à força, gritando que controlava meu fundo fiduciário e que esmagaria o "infeliz" que ousou me tocar. Ele não sabia que estava ameaçando o homem que podia comprar a vida dele com o troco do café. Eu tremia, achando que era um fardo para Dalton, apenas um contrato frio para salvar a amiga da filha dele. Mas quando Afonso tentou me coagir, Dalton não apenas o baniu. Em uma tarde, ele dizimou as ações da empresa dos Guimarães, transformando o império deles em pó. E ao me levar para um jardim secreto de rosas brancas - as minhas favoritas - cultivadas meticulosamente há três anos, a verdade aterrorizante me atingiu. Eu não era uma peça de negócios. Ele estava esperando por mim o tempo todo.”