C
teiro se move em círculos, girando, girando, sem sair do lugar. Hoje era um desses dias. Um em que eu só queria
o, com sua autori
. Só me mande o relatório.
Luna, os braços cruzados e aquele pé batendo no chão com uma irritação que ela nem tentava esconder.
cia. Ou pensav
de encenação. Sabia que, no
mp
istância segura. Um casamento de fachada. Um contrato social que ela topou assinar sem sequer hesitar. E mesmo
gum tempo, achei que era exa
çou a exigir com palavras. Exigências que nunca fiz questão de cumprir. O amor da Luna é uma coisa constante desde a adolescência, mas ela não costumava me cobrar nada, essa foi uma das razões pelas quais a
no qual seria o sermão de hoje. "Você nunca escuta", ela diria. "Você nunca vai mudar." E
. Era sem
ue nã
estranhament
gravata sem vê-la n
ndo algo dentro de mim
uve re
ada da sala, os olhos úmidos e o rosto
r Monte
á? - perguntei
estendeu
ar. Por um segundo, imagino que chore, mas ganha controle e acrescenta, n
o que eu pensava. A caligrafia no verso me trou
voz saiu mais baixa, sem
cuou, como se não quisesse te
s em dois pass
o do closet. Queria vê-la aparecer na porta com aquele olhar
arto est
upa escanca
tos desalinhados que ela nunca guar
avia s
biblioteca. A poltrona que ela ocupava, sempre que chegava do trabalho com um li
eu esperava n
est
próprio coração batend
finalmente, abri o envelope. Os papéis do d
ma exigência de
o esperava. Luna não queria meu dinhe
vez, e
ver
uma ameaça, uma encenação. Quantas vezes ela ameaçou partir? Quantas vezes disse que
foi. Nunca c
fazê-la ficar. Mesmo que fosse com raiva, me
e ela ficaria
absu
ventos. Uma aliança no dedo para calar a imprensa. Nunca me perguntei se era insuportável viver comigo. Nunca pe
achei que seu silêncio er
cansaço.
ante em que entrei em casa. No momento exato em que
foi tê-la d
rado para a saí
/0/19310/coverbig.jpg?v=f994b6f5c66a2ed8af86e137e786a793&imageMogr2/format/webp)