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O Coração de Pedra

O Coração de Pedra

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Capítulo 1 A Maldição da Casa Esquecida

Palavras: 1403    |    Lançado em: 18/05/2026

ser vista, aos vinte e dois anos, era uma das ladras mais hábeis da cidade baixa, mas a escuridão e a bruma lhe davam uma espécie de licença poética para existir sem ser notada. Corinne ava

a de pedra negra coberta por hera morta. Abandonado há décadas. Diziam que pertencera à família linhagem poderosa que desapareceram em uma única noite, sem gritos, sem sangue, sem rastros. Apenas ausência. Desde então, a casa permanecia intocada. Os moradores desviavam o caminho para não passar por suas grades enferrujadas. As crianças atiravam pedras nos portões e corriam,

dia abaixo. Ervas daninhas altas dominavam os caminhos, formando um tapete verde-negro que engolia os pés. Estátuas cobertas de trepadeiras pareciam vigias esquecidas, rostos erodidos pelo tempo, mãos levantadas em súplicas silenciosas. O vento gemeu baixo, fazendo as corrent

apodrecida preencheu o ar, denso como algodão. Corinne acendeu uma tocha que trouxera na bolsa, e a chama dançou trêmula, revelando o corredor à sua frente. O piso de mármore branco, outrora impecável, estava rachado como vidro após uma queda. Folhas secas, trazidas pelo vento através de janelas quebradas,

raramente falhava. Portas cerradas, gavetas lacradas, baús empoeirados, nada que suas mãos habilidosas não pudessem abrir. Seus dedos ágeis passaram por frascos de perfume ressecados, cujo conteúdo virara pó escuro. Por roupas desbotadas pelo tempo, tecidos que se desfaziam ao toque. Por uma caix

a luz da tocha. Brilhava com um brilho interno, úmido e pulsante, como um olho que a observava. Corinne nunca vira nada igual. Quando o segurou entre os dedos, sentiu um arrepio elétrico percorrer sua pele,

mbiente. A madeira se soltou com o impacto, caiu no chão empoeirado e a chama se apagou quase instantaneamente, mergulhando o ambiente na escuridão. Quando sua visão finalmente voltou ao normal, a sala parecia diferente, mais fria, pesada, quase irreconhecível. Mesmo envolto pela escuridão, ele conseguia ver a fumaça

ouro, mas esquecem que t

do. Seu coração não batia mais como antes. Batia devagar. Pesado. Como se

, até que esteja completamente petrificado. A única maneira de reverter a ma

os de um animal encurralado. Sua respir

a voz ecoando vazia nos c

te. Apenas o chiado da tocha morta e

rente dourada não possuía mais fecho algum. Não havia abertura, emenda ou qualquer sinal de que pudesse ser removida. Estava presa a Corinne como uma algema moldada especialmente para ela. Quanto mais tentava arrancá-la, mais sentia o metal afundar contra sua pele fria. O rubi preso ao centro do colar brilhava intensamente

aixo da pele, na altura do esterno. Como se uma pequena parte de si já estivesse endurecendo. Como se um dedo de

s aos trambolhões, seus passos ecoando alto demais. Assim que atravessou a porta da frente, o silêncio mortal foi substituído pelo som

névoa. E a névoa, in

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O Coração de Pedra
O Coração de Pedra
“Nas sombras de uma cidade onde a névoa encobre pecados antigos, Corinne sobrevive como sempre viveu: roubando, correndo e nunca olhando para trás. Astuta, audaciosa e moldada pelas ruas frias, ela conhece o valor de cada moeda e o preço de confiar em alguém. Mas quando invade uma mansão esquecida pelo tempo em busca de seu maior golpe, Corinne encontra algo muito mais perigoso que ouro. Um colar. Bela e amaldiçoada, a joia desperta uma sentença cruel: seu coração começará a se transformar em pedra, endurecendo a cada dia, até que não reste nela nada além de silêncio e morte. Para quebrar a maldição antes da próxima lua cheia, Corinne terá de fazer o impensável: derramar o sangue de um príncipe herdeiro. Lançada em um jogo mortal entre salões luxuosos, segredos enterrados e uma corte tão bela quanto corrupta, Corinne se infiltra no coração do reino com um único objetivo: sobreviver. Porém, quanto mais se aproxima de seu alvo, mais a linha entre caçadora e condenada começa a se desfazer. Porque algumas maldições não exigem apenas sangue, exigem escolhas. Entre bailes sombrios, profecias esquecidas e verdades capazes de destruir um trono, descobrirá que seu maior inimigo talvez não seja a morte que avança dentro dela...mas o coração que, pela primeira vez, ameaça sentir algo antes de virar pedra. Todo tesouro tem um preço, e Corinne pode estar prestes a pagar com a própria alma.”