Sangue e Trevas: a paixão proibida da vampira herdeira

Sangue e Trevas: a paixão proibida da vampira herdeira

Victoriasouza

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Capítulo

Em meio às florestas sombrias e castelos decadentes de Noctravis, a princesa vampira Leonore governa como uma promessa de poder e ruína. Sedutora, cruel e irresistivelmente perigosa, ela cresceu cercada por sangue, jogos políticos e pela certeza de que ninguém ousaria desafiá-la. Até Lucien surgir. Enviado pelo reino inimigo para assassiná-la e tomar o trono vampírico, o cavaleiro carrega a reputação de ser tão frio quanto mortal. Silencioso, brutal e absolutamente leal à própria missão, Lucien deveria enxergar Leonore apenas como mais uma inimiga a ser eliminada. Mas o ódio rapidamente se transforma em algo muito pior. Enquanto a guerra entre os reinos se aproxima e a corte vampira ameaça ruir sob traições e ambições violentas, Leonore e Lucien se veem presos em uma relação marcada por ameaças sussurradas, desejo reprimido e uma obsessão capaz de destruir tudo ao redor. Porque em um mundo alimentado por sangue, amar o inimigo pode ser mais mortal do que qualquer espada.

Sangue e Trevas: a paixão proibida da vampira herdeira Capítulo 1 O cavaleiro da Lua Negra

A Lua Rubra observava Noctravis do alto do céu como um olho aberto.

Gigantesca. Vermelha. Silenciosa.

Seu brilho sangrento cobria as torres do castelo vampírico e mergulhava a floresta ao redor em uma penumbra sufocante. As árvores negras pareciam cadáveres retorcidos emergindo da névoa, imóveis sob o frio cortante da madrugada.

Noctravis nunca dormia completamente.

Mesmo à distância, Lucien conseguia ouvir. Música. Taças. Risos baixos. Correntes.

O reino vampírico respirava luxo e decadência como uma criatura viva.

Do alto da colina, ele observava as muralhas escuras enquanto o vento atravessava sua capa negra. A armadura refletia fragmentos vermelhos da lua, tingindo o metal de sangue.

Atrás dele, dezenas de soldados aguardavam em silêncio absoluto.

Ninguém ousava falar.

Lucien inspirava o tipo de medo que fazia homens evitarem contato visual.

Frio. Imóvel. Predatório.

O cavaleiro da Lua Negra.

Seu nome atravessava reinos como uma maldição.

Diziam que jamais hesitava. Jamais falhava. Jamais poupava.

E naquela noite, sua missão era simples.

Matar Leonore.

A herdeira de Noctravis.

A princesa vampira que mantinha os reinos inimigos presos em décadas de guerra silenciosa.

Lucien observou uma das torres mais altas do castelo.

Uma janela permanecia aberta.

Cortinas negras ondulavam ao vento.

Luz dourada escapava do quarto como um convite.

Ou uma armadilha.

- Ainda podemos atacar agora. - murmurou um dos guerreiros atrás dele. - A guarda está distraída.

Lucien não desviou os olhos do castelo.

- Não.

Sua voz baixa foi suficiente para silenciar todos novamente.

Ele desmontou do cavalo sem pressa.

As botas afundaram na terra úmida da floresta.

- Esperem meu sinal.

Nenhum deles questionou.

Lucien puxou o capuz escuro sobre os cabelos negros e começou a caminhar sozinho entre as árvores.

A floresta de Noctravis parecia viva.

Galhos secos se contorciam sob o vento. Raízes emergiam da terra como dedos. A névoa rastejava pelo chão até seus joelhos.

O cheiro de sangue impregnava o ar.

Não sangue fresco.

Velho.

Antigo.

Como se aquelas terras tivessem absorvido séculos de violência.

Lucien atravessou a mata em silêncio absoluto.

Sua mente permanecia fixa na missão.

Entrar. Encontrar Leonore. Matar. Partir.

Simples.

Então por que aquela sensação incômoda permanecia dentro dele desde que cruzara as fronteiras de Noctravis?

Ele ignorou o pensamento imediatamente.

Fraqueza.

Apenas isso.

Quando as muralhas finalmente surgiram entre a névoa, enormes e negras como um mausoléu colossal, Lucien ergueu os olhos lentamente.

O castelo era monstruoso.

Torres pontiagudas cortavam o céu vermelho enquanto vitrais escuros refletiam a luz da Lua Rubra. Estátuas antigas observavam os arredores com expressões severas, e símbolos vampíricos cobriam as pedras envelhecidas.

Aquilo não parecia um lar.

Parecia um túmulo construído para reis.

Lucien escalou a muralha sem dificuldade.

Os dedos encontravam pequenas fissuras na pedra enquanto ele avançava como uma sombra viva. O vento balançava sua capa, mas nenhum guarda percebeu sua presença.

Eram fracos.

Distraídos.

Confiantes demais.

Ele ultrapassou o topo da muralha e caiu silenciosamente no interior do castelo.

O cheiro o atingiu imediatamente.

Perfume caro. Velas queimando. Vinho. Sangue humano.

Os corredores de Noctravis eram absurdamente luxuosos.

Tapetes vermelhos percorriam o chão de mármore escuro enquanto lustres dourados iluminavam pinturas gigantescas de antigos monarcas vampiros. Nobres retratados em óleo observavam cada visitante com olhos arrogantes e vazios.

Lucien caminhou pelos corredores sem pressa.

Nenhum servo percebeu a figura escura atravessando as sombras.

Música ecoava ao longe.

Havia algum tipo de celebração acontecendo nos andares inferiores.

Isso facilitava as coisas.

Ele subiu a escadaria principal lentamente.

Um guarda surgiu no corredor.

Lucien o matou antes que pudesse reagir.

Rápido.

Silencioso.

A mão cobriu a boca do homem enquanto a lâmina atravessava sua garganta. Sangue quente escorreu sobre os dedos do cavaleiro antes do corpo cair pesadamente contra a parede.

Lucien limpou a espada sem emoção.

Continuou andando.

No final do corredor mais alto do castelo, enormes portas negras permaneciam fechadas.

Os aposentos reais.

A presença dela estava ali.

Forte.

Hipnótica.

Estranhamente intensa.

Lucien aproximou-se devagar.

Pela primeira vez naquela noite, algo dentro dele pareceu hesitar.

Não medo.

Algo pior.

Curiosidade.

Ele empurrou as portas.

O quarto era imenso.

Velas iluminavam o ambiente em tons dourados e vermelhos enquanto longas cortinas negras dançavam diante das janelas abertas. O vento frio carregava o cheiro da chuva distante e fazia as chamas vacilarem suavemente.

Taças de cristal repousavam sobre uma mesa dourada. Joias espalhavam-se entre livros antigos. Um vestido vermelho estava abandonado próximo da cama.

E sentada diante da enorme janela arqueada...

estava Leonore.

Ela parecia saída de uma pintura proibida.

Os cabelos negros caíam em ondas desordenadas pelas costas pálidas. O vestido escuro moldava seu corpo como sombra líquida, deixando os ombros descobertos sob o brilho avermelhado da lua.

Uma taça cheia de sangue repousava entre seus dedos delicados.

Os olhos vermelhos ergueram-se lentamente até encontrarem os dele.

Nenhum medo.

Nenhum choque.

Apenas interesse.

- Então é verdade. - disse ela suavemente. - O reino rival realmente enviou seu monstro mais bonito.

Lucien fechou as portas atrás de si.

O som ecoou pelo quarto.

Leonore sorriu devagar.

Um sorriso perigoso.

- Eu esperava alguém mais velho. - comentou ela. - Ou mais decepcionante.

Silêncio.

Lucien permaneceu imóvel.

Os olhos dela deslizaram lentamente pela armadura negra, pela espada em sua cintura, pelas manchas de sangue recente em suas luvas.

Ela percebeu imediatamente.

- Já começou a matar meus guardas? - perguntou, quase divertida. - Que falta de educação.

Lucien finalmente falou:

- Leonore.

O modo como ele pronunciou seu nome fez algo estranho atravessar o olhar dela.

Curiosidade.

Ela levantou-se devagar.

Elegante. Lenta. Predatória.

Cada movimento parecia cuidadosamente calculado.

Leonore aproximou-se sem qualquer receio, os saltos ecoando suavemente pelo mármore escuro.

Lucien não desviou os olhos.

Ela parou diante dele.

Perto demais.

O perfume era doce e viciante, misturado ao cheiro metálico de sangue fresco.

- Então... - murmurou ela. - Você veio me matar.

Não era uma pergunta.

Lucien pousou a mão sobre o cabo da espada.

- Sim.

Leonore inclinou levemente a cabeça.

Como se estivesse decepcionada com a simplicidade da resposta.

- Esperava algo mais dramático.

Ela ergueu a taça lentamente e bebeu um pequeno gole de sangue sem desviar os olhos dele.

Provocação.

Tudo nela parecia provocação.

- Dizem que você nunca hesita. - comentou. - Nunca falha. Nunca sente.

Lucien permaneceu imóvel.

Ela sorriu novamente.

- Isso é verdade?

Silêncio.

Leonore aproximou-se mais um passo.

Agora estavam tão próximos que Lucien conseguia sentir o frio da pele dela.

- Ou será que existe alguma coisa viva por trás desses olhos?

A princesa ergueu lentamente a mão pálida... e tocou a armadura dele.

Lucien segurou seu pulso imediatamente.

Rápido.

Forte.

Os dedos apertaram a pele delicada com violência suficiente para fazê-la perder o sorriso por um breve segundo.

Só um segundo.

Então ela sorriu outra vez.

Mais lentamente.

Mais perigosamente.

- Interessante... - sussurrou Leonore. - Você é o primeiro homem em anos que não tenta me agradar.

O aperto dele aumentou.

- Não brinque comigo.

Ela aproximou o rosto do dele até que seus lábios quase se tocassem.

Lucien sentiu o cheiro de sangue em sua respiração.

- E o que vai fazer? - perguntou ela em voz baixa. - Me matar agora?

O vento atravessou violentamente o quarto.

As velas vacilaram.

A Lua Rubra iluminou os dois em tons carmesim.

E pela primeira vez em muitos anos...

Lucien hesitou.

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1

Capítulo 1 O cavaleiro da Lua Negra

23/05/2026

2

Capítulo 2 A Princesa de Noctravis

23/05/2026

3

Capítulo 3 O Banquete Carmesim

23/05/2026

4

Capítulo 4 O homem que jamais se curvará

24/05/2026

5

Capítulo 5 A fome de Noctravis

24/05/2026

6

Capítulo 6 A cidade sob a chuva

24/05/2026

7

Capítulo 7 Os corpos na floresta

24/05/2026

8

Capítulo 8 A criatura da Névoa

24/05/2026

9

Capítulo 9 A súplica da herdeira

24/05/2026

10

Capítulo 10 O erro.

24/05/2026

11

Capítulo 11 Sangue nas mãos

24/05/2026

12

Capítulo 12 As ruínas sob a montanha

25/05/2026

13

Capítulo 13 O homem enterrado no passado

25/05/2026

14

Capítulo 14 As mentiras dos mortos

15/06/2026

15

Capítulo 15 Ecos da fome

15/06/2026

16

Capítulo 16 O coração do Ritual

15/06/2026

17

Capítulo 17 O que despertou

Hoje às 03:18

18

Capítulo 18 A verdade sobre a rainha

Hoje às 03:20

19

Capítulo 19 O cerco de Noctravis

Hoje às 03:26

20

Capítulo 20 O conselheiro e a Serpente

Hoje às 19:33